Inovação: novas baterias duram 20 anos e recarregam em poucos minutos

(http://idgnow.com.br/ti-pessoal/2014/10/13/inovacao-novas-baterias-duram-20-anos-e-recarregam-em-poucos-minutos)

PC World / EUA

Criada por pesquisadores da universidade da Singapura, nova tecnologia permite recarga de 70% em dois minutos e pode chegar ao mercado daqui dois anos.

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Com o passar dos anos, os aparelhos eletrönicos melhoraram quase que em todas as maneiras, tornando-se mais finos, leves e com mais pixels, além de sempre melhorar o desempenho. Mas no coração de muitos gadgets e até carros elétricos está uma tecnologia que não acompanhou esse mesmo ritmo de inovação: as baterias – mais especificamente, as baterias de lítio e íon.

A tecnologia de bateria é um fator limitante no desenvolvimento de muitas das tecnologias atuais. Pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Nanyang, em Singapura, afirmam ter descoberto uma maneira de construir uma bateria melhor – que pode ser recarregada em poucos minutos e dura incríveis 20 anos.

Por que isso importa

Caso essas novas baterias sejam fabricadas em grande escala, elas poderiam acabar com dois dos principais problemas dos aparelhos eletrönicos atuais: longo tempo de recarga e obscolescência forçada.

Os benefícios da recarga rápida não precisam de explicação, mas muitos dos smartphones e tablets atuais não te permitem remover suas baterias (como no caso da Apple, por exemplo), essencialmente te forçando a comprar um novo aparelho quando a bateria de lítio interna começa a ficar fraca após 500 cargas ou mais.

Assim, uma bateria que dure 20 anos iria mudar drasticamente o tempo que as pessoas ficariam com seus smartphones, especialmente com a tendência mais recente de separar os preços dos aparelhos das assinturas por serviços.

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Nanotubos de dióxido de titânio

Especificamente, os pesquisadores da NTU alegam que essa nova tecnologia de bateria possui um ciclo de 10 mil recargas – ou seja, você poderia recarregar seu aparelho 10 mil vezes antes que a sua carga máxima comece a ser reduzida.

E permitir esse “truque” bacana não exige uma reimaginação completa de como nós desenvolvemos as baterias. Os pesquisadores substituíram a grafita usada no anodo (eletródo positivo) das baterias de lítio com um gel feito a partir de nanotubos de dióxido de titânio “mil vezes mais fino que o diâmetro de um cabelo humano”.

Usar pequenos nanotubos de dióxido de titânio em vez de grafita também acelera a velocidade com que os elétrons e íons fluem para dentro e fora da bateria. Os pesquisadores afirmam que a bateria deles recarrega mais rapidamente do que baterias tradicionais de lítio, indo de vazia para 70% da carga em apenas dois minutos. Dois minutos!

O professor associado da NTU, Chen Xiaodong, responsável pela invenção, afirma que as baterias feitas com esse gel de dióxido de titânio, podem chegar ao mercado em cerca de dois anos – segundo ele, uma empresa não revelada já está licenciando a tecnologia.

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