Data centers são os novos poluidores

(http://cio.com.br/noticias/2014/08/26/data-centers-sao-os-novos-poluidores)
Patrick Thibodeau, Computerworld/EUA

Gestores de TI podem até ser muito cautelosos sobre a gestão energética mas as empresas não estão dispostas a investir em eficiência, diz estudo

O data centers norte-americanos estão usando mais energia do que necessitam. São necessárias 34 centrais elétricas – cada uma capaz de gerar 500 megawatts de electricidade – para alimentar todos os data centers em operação atualmente. Em 2020, os EUA vão ter mais 17 centrais de tamanho similar para atender às necessidades de energia dos data centers projetados, com a atividade econômica se tornando cada vez mais digital.

Qualquer aumento no uso de combustíveis fósseis para gerar eletricidade irá resultar em um aumento das emissões de carbono. Mas a poluição adicionada não é uma inevitabilidade, de acordo com um novo estudo sobre a eficiência energética de data centers realizado pela organização ambientalista National Resources Defense Council (NRDC).

Em todos os Estados Unidos, os data centers usaram 91 bilhões de quilowatts-hora de energia elétrica em 2013, e vão usar 139 bilhões de quilowatts-hora em 2020 – um aumento de 53%.

O gráfico abaixo mostra o consumo estimado de energia (em bilhões de quilowatts-hora), e o custo da energia utilizada pelos data centers nos Estados Unidos em 2013 e 2020, e o número de usinas de energia necessárias para suportar a demanda. A última coluna mostra as emissões de dióxido de carbono em milhões de toneladas métricas (CO 2). (Fonte: NRDC)

datacenter2014

O estudo argumenta que uma melhoria nas práticas de eficiência energética em data centers pode reduzir o desperdício de energia em pelo menos 40%. Os problemas que dificultam a eficiência incluem servidores “em coma” (também conhecidos como servidores fantasmas), que usam energia mas não têm qualquer carga de trabalho; recursos de TI provisionados acima do devido; falta de virtualização e modelos de contratos que não abordam a eficiência energética. Um servidor típico opera em não mais do que 12% a 18% da sua capacidade, e mais de 30% dos servidores estão em “estado de coma”, afirma o estudo.

O documento regista as consequências da falta de atenção para eficiência energética nos data centers em todos os Estados Unidos. Ele foi feito e revisto com a ajuda de várias organizações, incluindo Microsoft, Google, Dell, Intel, The Green Grid, Uptime Institute e Facebook – todas com “contribuições técnicas e substanciais”.

O NRDC faz uma nítida distinção entre os grandes data centers geridos por grandes fornecedores de cloud, que representam cerca de 5% de todo o consumo de energia, e pequenas instalações menos eficientes. Em toda a indústria, há “inúmeros exemplos brilhantes de data centers ultra-eficientes”, observa o estudo. Estes não são o problema. O problema são os milhares de outros data centers empresariais tradicionais, osgovernamentais e os de pequenas operações, empresariais ou “multi-tenant”, argumenta.

A eficiência dos grandes fornecedores de cloud “podem levar à percepção de que o problema está resolvido em grande parte”, disse Pierre Delforge, diretor do setor de tecnologia do NRDC sobre a eficiência energética, mas essa percepção não corresponde à realidade quando todos os data centers são levados em conta.

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