Windows 7 ou Windows 8? Um guia para quem pretende migrar do Windows XP

Interface mais familiar ou novos recursos e maior prazo de suporte? Ajudamos você a escolher a melhor opção de acordo com suas necessidades.

Por Jared Newman, PCWorld EUA

A Microsoft encerrou o suporte ao Windows XP neste dia 8 de Abril. E embora tecnicamente você seja livre para continuar usando um sistema operacional com 12 anos nas costas, insistir nisto pode colocá-lo sob maior risco de ataque, à medida em que futuras vulnerabilidades de segurança sejam descobertas mas não corrigidas.

Em um mundo perfeito na visão da Microsoft, a maioria dos usuários aproveitaria a oportunidade para migrar para o Windows 8, mesmo que ele seja uma mudança drástica em relação ao Windows XP. E embora o Windows 8 tenha muitas qualidades, não há nada que lhe impeça de adotar o Windows 7.

Não vamos fazer a escolha entre o Windows 7 e o Windows 8 para você, mas se está decidido a dar ouvidos aos alertas da Microsoft e mudar de sistema operacional, podemos ao menos ajudá-lo a escolher a melhor opção para suas necessidades.

Em defesa do Windows 7

A maior vantagem do Windows 7 é a familiaridade. O menu Iniciar está intacto, e a funcionalidade básica é similar o bastante para que você não tenha que reaprender muita coisa. Você pode até mesmo deixar o Windows 7 com a cara do Windows XP com alguns poucos ajustes.

Em comparação o Windows 8 (e o 8.1) tem uma curva de aprendizado muito mais íngreme. A Microsoft eliminou o Menu Iniciar e o substituiu pela “Tela Iniciar” que ocupa a tela inteira e é recheada de apps (de “aplicativos”, o que talvez você conheça como “programas”) que são otimizados para interação com o toque. Embora o desktop ainda esteja disponível, você pode acabar quicando entre as duas interfaces. Comandos de sistema cruciais estão ocultos em “amuletos” (Charms) e “cantos ativos” (Hot Corners) que só aparecem quando o ponteiro do mouse é movido para certos pontos no canto da tela. Invocar estes menus ocultos se torna algo natural depois que você está acostumado, embora certamente haja uma curva de aprendizado deste sistema não familiar.

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O desktop do Windows 7 é imediatamente familiar a qualquer
um que já tenha usado o Windows nas últimas décadas

Da mesma forma, é possivel deixar o Windows 8 mais faimilar com alguns ajustes e software de terceiros, mas é um processo muito mais trabalhoso. O Windows 7 é uma aposta mais segura se você quer que as coisas se mantenham mais ou menos da forma como eram no XP, ou se você está comprando um novo PC para um parente que já usa o XP.

O Windows 7 também tem o benefício de ser um sistema operacional altamente refinado e completo. Desde o começo ele era uma grande evolução em relação ao Windows Vista, em vez de uma completa reinvenção que introduziu novos problemas. E desde que foi lançado em 2009, ele recebeu um Service Pack com grandes mudanças e inúmeras correções de bugs. O Windows 7 não é de forma alguma perfeito, mas ao contrário do Windows 8, não se parece com um sistema ainda inacabado.

Em defesa do Windows 8

Dizer que alguns usuários “não gostam” do Windows 8 é um eufemismo. As drásticas mudanças na interface polarizaram os críticos e alienaram os usuários do teclado e do mouse, que acham que a Microsoft enfatizou demais as telas sensíveis ao toque.

O desktop tradicional do Windows está disponível no Windows 8. E embora ele não tenha o icônico Menu Iniciar (por enquanto) e seja necessário navegar pela Tela Iniciar para abrir um app, esses problemas irão um dia desaparecer, já que a Microsoft vem tentando atender às maiores reclamações dos usuários sobre o Windows 8 através de atualizações de software.

E se você puder manter a mente aberta, verá que o Windows 8 traz muitos benefícios, mesmo sem um PC com tela sensível ao toque ou um tablet. Alguns deles são sutis, ou estão ocultos “por debaixo dos panos”. No Windows 8 iniciar e desligar o sistema é muito mais rápido, e o desempenho no geral é ligeiramente melhor. A proteção anti-vírus agora é integrada ao sistema operacional, para que você não tenha que baixar o Microsoft Security Essentials ou pagar por um anti-vírus de terceiros, e uma nova opção de “boot seguro”, que verifica a integridade do sistema operacional, é habilitada por padrão.

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A Tela Iniciar e os apps do Windows 8 lembram muito mais a interface de um sistema operacional
móvel como o Windows Phone. E comandos e recursos estão escondidos nos cantos da tela.

O Windows 8 também adiciona algumas novas ferramentas para os usuários do desktop, como uma nova janela de transferência de arquivos que mostra mais informações e tem um botão de pausa. O Gerenciador de Tarefas também recebeu uma reforma completa, com um visual mais “limpo”, estatísticas de uso de disco e rede, uma visão que mostra o histórico de uso de recursos por cada aplicativo e uma forma melhor de gerenciar os programas que rodam na inicalização do sistema.

O Windows 8 também traz novos recursos para quem usa múltiplos monitores e tem ferramentas muito melhores para backup de arquivos, incluindo uma forma de salvar um histórico completo de suas pastas com documentos, músicas, fotos e vídeos.

Se você não tem medo da nova interface do Windows 8, pode até encontrar alguns usos para os seus apps “modernos”. Um editor de textos em tela cheia, por exemplo, pode ser uma ótima forma de evitar distrações, e a capacidade de colocar múltiplos apps lado a lado é útil em várias situações, seja comparando documentos ou colocando uma calculadora ao lado de uma planilha do Excel.

Considere o hardware e o suporte

Também é necessário levar em conta o hardware. Algumas máquinas com o Windows XP podem nem ser capazes de rodar um sistema operacional mais moderno, e talvez um upgrade não valha a pena, o que torna a compra de uma nova máquina a única opção.

Não é um desafio encontrar PCs com o Windows 7 online, e ainda é possível comprar cópias do sistema em varejistas se você está montando seu próprio PC. Mas no geral a seleção de hardware com o Windows 8 é muito mais ampla, de notebooks baratísimos a Ultrabooks finos e leves.

O sistema também permite que você tire melhor proveito de novo hardware, como os processadores Intel Core de 4ª Geração (Haswell). Um “downgrade” para o Windows 7 em um PC que veio com Windows 8 é possível, mas só se a máquina vier com o Windows 8 Pro, o que aumenta o custo total do computador.

E se você só está migrando do Windows XP agora, talvez não seja do tipo que gosta de atualizações frequentes. Tenha em mente, portanto, que o suporte extendido ao Windows 7 se encerra em 2020, enquanto o do Windows 8 vai até 2023, o que lhe dá alguns anos extras antes que você tenha de pensar de novo em uma migração.

Fonte: http://pcworld.com.br/noticias/2014/04/10/windows-7-ou-windows-8-um-guia-para-quem-pretende-migrar-do-windows-xp/pagina-impressao

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