Novas APUs da AMD prometem desempenho gráfico “sem precedentes”

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2013/05/28/novos-chips-da-amd-prometem-desempenho-grafico-201csem-precedentes201d)
Michael Brown, PCWorld EUA
Projetados para dispositivos móveis, processadores das famílias Temash, Kabini e Richland tem GPUs integradas e podem se igualar uma GPU tradicional, mas com baixo consumo de energia.

A AMD revelou recentemente detalhes sobre uma nova geração de chips para dispositivos móveis, equipados com GPUs integradas que tem desempenho equivalente ao das GPUs “discretas” (em uma placa separada) vendidas pela empresa. De codinome Temash, Kabini e Richland, os chips devem chegar ao mercado na segunda metade deste ano.

É uma conquista interessante, mas vale mencionar que a AMD não supera a Intel no mercado de processadores desde 2006, ano em que a Intel lançou a primeira geração de sua família Core de processadores e abriu vantagem. A AMD tem se saído melhor no mercado de GPUs discretas, frequetemente brigando pela primeira posição com sua rival Nvidia. E agora a empresa quer tirar proveito de seus esforços no mercado de GPUs para alcançar a Intel no mercado de CPUs para dispositivos móveis.

John Taylor, vice-presidente na AMD, diz que o desejo dos consumidores por computadores finos e leves de todos os tipos – desktop, notebooks ou tablets – favorece as APUs (Accelerated Processing Unit – algo como “Unidade de Processamento Acelerado”) da AMD, um design que combina processadores baseados na arquitetura x86 (usada nos PCs há décadas) e os processadores gráficos (GPUs) da família Radeon. “Se você quer baixo consumo e longa autonomia de bateria”, diz Taylor, “você precisa de uma APU. Combinar estas funções em um chip reduz os custos, o consumo de energia e elimina a complexidade de usar o barramento PCIe para se comunicar com uma GPU separada”.

Os processadores da Intel também tem gráficos integrados, mas suas GPUs não estão na mesma pastilha do processador, mas sim em pastilhas separadas no mesmo chip, e não chegam perto do desempenho de uma GPU discreta. Os processadores da AMD tem gráficos integrados “de verdade” desde 2011, quando a empresa lançou uma série de CPUs de codinome Llano. A segunda geração de APUs da AMD, a família Trinity, foi lançada um ano atrás.

Temash

O Temash é um SoC (Sistema em um Chip) que combina dois ou quatro núcleos x86 da família “Jaguar” (que também são a base dos processadores do PlayStation 4 e Xbox One), 128 núcleos de processamento gráfico da família Radeon 8000 e lógica de suporte a até 8 portas USB 2.0, duas portas USB 3.0, um leitor de cartões SD e um controlador SATA de segunda geração.

O Temash estará disponível em três modelos: o A4-1200 é um processador dual-core de 1 GHz com uma GPU Radeon HD 8180 de 225 MHz integrada, e com um TDP de apenas 3.9 Watts. O TDP (Thermal Design Power) define o quanto de energia o sistema de refrigeração do computador tem de ser capaz de dissipar. Se todos os demais parâmetros forem idênticos, um processador com TDP menor pode operar por mais tempo quando alimentado por uma bateria. O A4-1250 também é um processador dual-core de 1 GHz, mas tem uma GPU Radeon HD 8210 de 300 MHz integrada, com um TDP de 8 Watts.

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Segundo a AMD, os chips Temash irão criar uma nova
categoria, a dos tablets de alto desempenho

Já a APU A6-1450 é o topo da família, com um processador quad-core rodando a 1 GHz (com clock máximo de 1.4 GHz) e uma GPU AMD Radeon HD 8250 operando entre 300 e 400 MHz. Este chip pode acessar até 2 MB de cache, enquanto os modelos anteriores são limitados a 1 MB. O A4-1200 e A4-1450 suportam memória DDR3 de até 1066 MHz, enquanto o A4-1250 suporta memória DDR4 de até 1333 MHz.

A AMD diz que o Temash não apenas irá superar os SoC Intel Atom atuais (a família Clovertrail) como também será superior aos futuros SoC Baytrail no mercado de tablets e híbridos. A AMD diz que o Temash também será competitivo com processadores Celeron e Pentium no mercado de notebooks com telas sensíveis ao toque de até 13 polegadas.

Kabini

A AMD também apresentou três novos modelos de SoCs – que tem o codinome de Kabini – projetados para notebooks finos e leves para o mercado de massa. Taylor diz que a empresa espera ver seus processadores dual-core da série E competindo com os Intel Celeron, os quad-core da série A4 superando os Pentium, e os quad-core da série A6 superando a família Intel Core i3. A AMD alega que máquinas com estes processadores poderão chegar a uma autonomia de 10 horas em repouso, nove horas na navegação web e mais de seis horas na reprodução de vídeo em Full HD (1080p).

Todos os cinco processadores “Kabini” terão 128 núcleos gráficos, embora o número de núcleos ativos varie de acordo com o modelo. O topo de linha, chamado A6-5200, tem quatro núcleos “Jaguar” e uma GPU Radeon HD 8400 rodando a 600 MHz. Ele terá suporte a memória DDR3/1600 e TDP de apenas 25 Watts.

Já o A4-5000 é um processador quad-core de 1.5 GHz com suporte a memória DDR3/1600. Tem uma GPU Radeon HD 8330 a 500 MHz, mas um TDP ainda mais baixo que o modelo anterior, apenas 15 Watts. E há três novas APUs dual-core na série E: a E1-2500 de 1.4 GHz e a E2-3000 de 1.65 GHz tem TDP de 15 Watts, enquanto a E1-2100 tem TDP de apenas 9 Watts.

Richland

O “alto escalão” entre os novos produtos da AMD tem o codinome de Richland, e no mercado será conhecido como as séries A8 e A10. A AMD diz que estas APUs terão desempenho gráfico 71% superior ao de um processador Intel Core i5, e que os notebooks baseados neles terão uma autonomia de mais de 10 horas em repouso e mais de 7 horas e meia de navegação na web.

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A tecnologia Screen Mirror permitirá a transmissão sem fios
de imagens para TVs e monitores de alta definição

Estes chips também trarão várias tecnologias da AMD embarcadas, como a AMD Face Log-in (que reconhece a face do usuário através de uma webcam para liberar o acesso a um computador, substituindo uma senha), a AMD Gesture Control (que possibilita o uso de gestos com as mãos para comandar a máquina) e a AMD Screen Mirror, que combina hardware e software para transmitir vídeo sem fios do PC para uma HDTV, por exemplo. Este último recurso, que é similar à tecnologia Wi-Di da Intel, também estará disponível nos processadores da série A6. Os processadores da série A10 são focados nos gamers, e a AMD irá oferecer jogos grátis com a compra do chip.

Onde encontrar?

A MSI Computer Corp já anunciou novas versões de seus notebooks para gamers GX60 e GX70, que serão equipados com APUs A10-5750M (parte da família Richland). O modelo GX70-3BE-007US terá uma tela de 17,3 polegadas, 8 GB de memória DDR3/600, leitor de discos Blu-Ray e suporte à tecnologia Eyefinity, também da AMD, que permite o uso de múltiplos monitores como se fossem um só.

O notebook da MSI também será equipado com uma GPU discreta da AMD, a Radeon HD 8970M, que irá tirar proveito do recurso “Dual Graphics”. Em vez de desligar a GPU integrada na presença de uma GPU discreta, ambas podem trabalhar em conjunto para conseguir ainda mais desempenho em jogos.

A AMD também nos mostrou uma foto, mas não detalhes, de um notebook Acer, o V5-122, que aparentemente ainda não foi anunciado. De acordo com uma listagem na Amazon, o V5-122 é baseado em um processador dual-core AMD A4-1250 de 1 GHz, ou seja, um membro da família Temash. O preço, nos EUA, seria de US$ 500.

Nada mal para uma máquina de 1,3 Kg com pouco mais de 2 cm de espessura, uma tela capaz de reconhecer 10 toques simultâneamente e 6 GB de memória, rodando o Windows 8. Se a AMD conseguir iniciar uma era de tablets e notebooks baratos, mas altamente capazes, poderá ter um sucesso em suas mãos.

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