As 10 placas de vídeo mais importantes na história dos PCs

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2013/04/19/as-10-placas-de-video-mais-importantes-na-historia-dos-pcs)
Gord Goble, PCWorld EUA
Das modestas origens com texto monocromático aos monstros atuais com gigabytes de RAM, as placas de vídeo evoluíram muito nos últimos 30 anos. Conheça alguns dos modelos que fizeram história

Em meados da década de 90 os desenvolvedores de games subitamente se viram capazes de criar jogos com imersivos gráficos “3D”, mas poucos gamers podiam tirar vantagem disso. Havia duas opções: gastar uma pequena fortuna em “placas 3D”, ancestrais das modernas GPUs e cheias de tecnologia proprietária que nem sempre funcionava como esperado, ou continuar com seu PC pré-histórico e ficar “babando” nas imagens dos jogos em sites e revistas.

Essa época foi a precursora de uma revolução nos gráficos e nos jogos, e a estrela foi a placa de vídeo. Mas essa história começou muito, muito antes, no PC original. Que tal conhecer um pouco de sua trajetória através de 10 modelos que marcaram época?

Monochrome Display Adapter (IBM, 1981)

Muitas pessoas consideram o MDA (Monochrome Display Adapter, ou “Adaptador de Vídeo Monocromático”) da IBM como sendo a primeira placa de vídeo no mercado. Embora fosse incapaz de gerar gráficos reais ela era um componente projetado especificamente para aprimorar os recursos de vídeo do computador, tornando um PC capaz de exibir 80 colunas e 25 linhas de texto. Com isso se encaixa na definição mais básica de “placa de vídeo”, posição que é solidificada pelo seu pioneirismo no mercado e o fato de que se tornou um padrão em vigor por muitos anos.

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Monochrome Display Adapter, da IBM: só texto
Crédito: Wikimedia Commons

iSBX 275 Video Graphics Controller Multimodule Board (Intel, 1983)

Em meados da década de 80 o mercado de consoles de videogame estava cheio de máquinas com gráficos atraentes, cada vez mais próximos dos arcades que faziam sucesso na época. E o mercado de gráficos para o computador também estava a todo vapor, embora numa escala mais primitiva, e com preços que apenas setores como grandes empresas, governo e exército poderiam pagar.

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Oito cores a 256 x 256 pixels. Na época isso era incrível
Crédito: Intel Vintage

Em 1983 a Intel celebrou seu sétimo aniversário entrando nesse mercado, com o lançamento da iSBX 275 Video Graphics Controller Multimodule Board, um dispositivo de certa forma revolucionário, que era capaz de exibir imagens em 8 cores com resolução de 256 x 256 pixels.

VGA Wonder (ATI, 1988)

Em meados de década de 80 vimos vários pequenos passos evolutivos no mercado de placas de vídeo. Mas um nome se destacava dos outros, em parte por causa de um fluxo inesgotável de produtos: ATI. Fundada em Ontario, Canadá, em 1985, a empresa não perdeu tempo e inundou o mercado com tudo o que podia.

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A VGA Wonder e suas irmãs fizeram o nome da ATI
Crédito: VGA Legacy

Suas placas das famílias Wonder e Mach e suas muitas variantes ajudaram a ditar o ritmo do mercado até a virada da década, tornando a ATI um nome familiar. Escolhemos a VGA Wonder, uma placa 2D capaz de produzir imagens em 16-Bits de cor, porque ela vinha com um conector para um mouse (e às vezes um mouse junto). Mas na verdade esta menção é em reconhecimento a uma empresa manteve seu nome e o conceito de placa de vídeo em evidência durante os anos de formação do que hoje reconhecemos como um PC moderno.

Voodoo 1 (3DFX, 1996)

Quando a 3DFX, uma empresa baseada em San José, na Califórnia, entrou no mercado de placas para PCs em 1996, vinda dos arcades, tudo mudou. Seu primeiro produto, a Voodoo 1, não tinha nenhuma capacidade de produzir gráficos em 2D, e portanto tinha de ser usado em paralelo com uma placa de vídeo VGA tradicional.

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3DFX Voodoo 1: começo de uma carreira meteórica
Crédito: VGA Legacy

Mas isso não importava: aproveitando a popularidade dos primeiros jogos de tiro em primeira pessoa verdadeiramente em 3D, como Quake, a Voodoo conquistou mercado com uma velocidade impressionante. E com 4 MB de memória, um processador de 50 MHz e uma interface de programação que foi adotada por muitos desenvolvedores pioneiros em jogos populares, quem não gostaria de ter uma?

Riva 128 (Nvidia, 1997)

Criada em parceria com a Sega (sim, aquela dos videogames) o primeiro produto da Nvidia, a NV1, foi ignorada pelos desenvolvedores. E inicialmente seu segundo produto, a Riva 128, não se saiu muito melhor. Mas quando a Nvidia lançou um conjunto de drivers atualizados, a placa começou a ganhar destaque.

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Riva 128: o primeiro sucesso da Nvidia
Crédito: Wikimedia Commons

Seu desempenho em 3D não era páreo para a Voodoo – ninguém era – mas era bom o suficiente para a maioria das pessoas, especialmente se você levar em conta que ela era capaz de produzir gráficos em 2D e 3D, sem a necessidade de uma placa extra como na Voodoo 1. Com isso a Nvidia mudou de curso, e encontrou ventos favoráveis no mercado que a impulsionam até hoje.

Voodoo2 (3DFX, 1998)

Em 1998 praticamente todos os fabricantes de hardware fizeram uma tentativa de roubar o título de “rei” das aceleradoras 3D. Só tinha um probleminha: o trono não estava vago. Mais uma vez a 3DFX mostrou o caminho com uma segunda (e de acordo com alguns, última) placa realmente excepcional. A Voodoo 2 suportava resoluções mais altas que a original (até 1024 x 768 pixels) e foi uma das primeiras placas a possibilitar processamento paralelo, recurso hoje conhecido como SLI: duas placas trabalham em conjunto para processar a mesma cena, aumentando o desempenho.

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Voodoo 2 manteve a liderança no nascente mercado de placas 3D
Crédito: Wikimedia Commons

A 3DFX continuou agradando os entusiastas até a virada do milênio, quando uma série de decisões corporativas e designs questionáveis precipitaram sua ruína. A empresa deixou de existir em 2002, quando foi adquirida pela Nvidia.

GeForce 256 DDR (Nvidia, 1999)

A era das GPUs modernas começou pra valer com a GeForce 256. Foi a primeira placa 3D com suporte total a DirectX 7, numa época em que a API da Microsoft estava começando a mostrar seu poder. E foi a primeira placa a ser chamada de GPU, um termo cunhado pela própria Nvidia e depois adotado pela indústria.

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Nvidia GeForce 256: a primeira "GPU" de verdade
Crédito: VGA Legacy

Além de tudo não era ridiculamente cara, considerando que retirava boa parte do “peso” de um jogo das costas do processador, realizando sozinha tarefas como transformação da cena em 3D em uma imagem 2D capaz de ser exibida em um monitor e os cálculos de iluminação da cena. E com um processador rápido e 32 MB de memória DDR, a GeForce 256 acertou em vários pontos.

GeForce 8800 GTX (Nvidia, 2006)

Se em 1999 a GeForce 256 provou que a Nvidia “chegou pra ficar”, a GeForce 8800 GTX, uma placa compatível com DirectX 10 lançada em 2010, revelou seu monstro interior. Colossal em todos os aspectos, a 8800 GTX tinha 129 “streaming processors”, 768 MB de memória DDR3, operava a 575 MHz e tinha uma taxa de preenchimento de texturas de 36.8 bilhões de pixels por segundo.

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GeForce GTX 8800: monstro é uma boa palavra para descrevê-la
Crédito: Divulgação/XFX

O fato de que ela consumia tanta energia elétrica quanto sua usina hidroelétrica mais próxima conseguia produzir não era surpresa. Mas o fato de que foram necessários muitos anos até que surgisse um jogo que ela não era capaz de rodar adequadamente foi uma surpresa melhor ainda.

Radeon HD 5970 (ATI, 2009)

Uma das últimas placas “superpoderosas” a usar o nome ATI antes que a marca fosse completamente absorvida pela AMD, a Radeon HD 5970 foi tão bem projetada e cheia de maravilhas que continua a ser uma opção viável para jogos mesmo hoje, quase quatro anos depois.

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Radeon HD 5970: mesmo após quase 4 anos, ainda é uma GPU viável
Crédito: Divulgação/XFX

De fato, na época alguns analistas viram a 5970 como não apenas a placa de vídeo mais rápida do mundo, mas também um “golpe mortal” no coração da rival Nvidia. Isso foi um exagero, mas esse monstro com duas GPUs com certeza acirrou uma disputa que persiste até hoje.

GeForce Titan (Nvidia, 2013)

Sete bilhões de transistores, 6 GB de RAM, arquitetura similar à de um supercomputador, refrigeração à água. Pequena e relativamente silenciosa. E de acordo com os reviews, incrivelmente frugal no consumo de energia.

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GeForce Titan: a atual rainha entre as placas com uma GPU
Crédito: Divulgação/Nvidia

“Com recursos como esses, você pode jogar os jogos mais sofisticados para PCs em múltiplos monitores usando a tecnologia Nvidia 3D Surround e qualidade gráfica máxima”, diz a Nvidia. Sim, há poucas dúvidas de que a GeForce GTX Titan representa o estado da arte entre as GPUs e placas de vídeo. Ela é a rainha entre as placas com uma GPU*, e o fato de que tem um visual radical só incrementa sua aura.

Se ela é tão boa assim, porque nem todo gamer tem uma? Duas palavrinhas: mil dólares.

* Observação: em termos de desempenho bruto, a campeã é a ASUS ARES II, um brutamontes de US$ 1.500 que segundos os analistas é a placa mais rápida já criada. Mas ela usa duas GPUs AMD Radeon 7970 com overclock.

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