Nove perguntas ainda sem resposta sobre o Windows 8

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2012/10/12/nove-perguntas-ainda-sem-resposta-sobre-o-windows-8)
Jared Newman, PCWorld EUA
Novo sistema operacional da Microsoft chega às lojas ainda neste mês, mas a empresa ainda tem muito o que dizer (e mostrar) para esclarecer todas as dúvidas.

Apesar da data de lançamento (26 de Outubro) que se aproxima, ainda há algumas questões sobre o Windows 8, novo sistema operacional da Microsoft, que continuam sem resposta. Algumas são grandes, outras pequenas, mas todas são relevantes tanto para os usuários experientes de PCs que já decidiram pela migração, como para pessoas que querem comprar novas máquinas com o Windows 8

Vamos fazer o melhor possível para explicar nove destes mistérios, e ajudá-lo a entender porque são importantes.

Como usuários irão sincronizar mídia com seus smartphones, incluindo aparelhos Windows Phone?

Até agora os usuários de aparelhos Windows Phone tem que usar o aplicativo Zune Desktop para copiar arquivos de mídia do PC para o smartphone, e vice-versa. Com o Windows 8 a marca Zune deixa de existir, e ainda não temos uma declaração oficial sobre o quê irá substituí-la.

O site The Verge publicou uma imagem de um app para o Windows Phone, mas ela nos dá apenas uma rápida idéia de como o sistema de sincronização pode funcionar. Além disso, não responde à pergunta principal: ainda haverá um aplicativo para o desktop?

Também não sabemos se a Apple irá lançar uma versão do iTunes na Windows Store. Soa como algo improvável, mas seria a única forma que os usuários de aparelhos com o Windows RT teriam para sincronizar conteúdo com seus iPhone, iPod Touch e iPad. Será que a Apple irá ignorar estes usuários porque eles “ousaram” escolher um tablet com Windows em vez de um iPad? Só o tempo dirá.

Como o Xbox Music irá funcionar?

Embora a Microsoft tenha anunciado o serviço Xbox Music em Junho, os detalhes não estão claros. Espera-se que o serviço seja um concorrente do Pandora e Spotify, com streaming gratuito de áudio, como uma estação de rádio, e um sistema de assinatura para acesso sob demanda. Mas a única declaração oficial é que devemos “esperar” para saber sobre detalhes de preço e planos.

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Imagem promocional do Xbox Music

A maior questão ainda não respondida sobre o serviço é se ele é uma resposta ao iTunes in the Cloud, da Apple, que funciona como um repositório online para todas as músicas que você já tem. Ainda não está claro se o Xbox Music terá um recurso similar. Esperamos ter respostas em breve.

Quais são os detalhes do SmartGlass?

O SmartGlass é um aplicativo para tablets com o Windows 8 – e eventualmente com outros sistemas operacionais – que permite controlar e enviar conteúdo para um Xbox 360. Ele também pode mostrar conteúdo adicional no tablet enquanto um vídeo ou jogo está sendo mostrado na TV.

A idéia parece ótima, mas não sabemos exatamente como irá funcionar a seleção de conteúdo de terceiros, como o Netflix. Também não sabemos quantos apps irão oferecer suporte à “segunda tela” do SmartGlass. Até o momento a Microsoft demonstrou serviços como o HBO Go e conceitos de como seria Halo 4 com suporte ao SmartGlass, mas fora isso há pouca informação concreta.

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Com o SmartGlass, seu portátil vira uma "segunda tela" do Xbox 360

A Microsoft irá modernizar outros de seus apps, como o Paint e o Movie Maker?

O Windows 8 virá acompanhado por vários aplicativos da Microsoft otimizados para tablets, como o Bing, Esportes, Finanças e Clima. Até mesmo o bom e velho jogo de paciência recebeu uma maquiagem para funcionar melhor em conjunto com a interface sensível ao toque.

Ainda assim, alguns aplicativos como o Paint e o Movie Maker ainda não fizeram a transição. Isso é surpreendente, considerando que os aplicativos para criação de conteúdo da Apple, como o iPhoto e o iMovie, se tornaram grandes sucessos de vendas no iPad.

Será que a Microsoft vai atualizar seus apps, ou irá esperar que terceiros aproveitem a oportunidade? Esta é uma pergunta crítica, considerando que a Windows Store, loja de aplicativos da empresa, ainda está bastante vazia. Se a Microsoft realmente quiser que os consumidores levem seu ecossistema a sério, deve se certificar de que que todos os seus principais aplicativos também tenham versões otimizadas para o toque.

Como serão as futuras atualizações de sistema?

Ao fundir o tablet e o desktop em um único sistema operacional, a Microsoft criou um dilema para as atualizaçoes futuras. Serão elas gratuitas, como no iOS e Android, ou pagas, como tem sido nas versões anteriores do Windows e no Mac OS X? E com que frequência a Microsoft irá lançar atualizações com novos recursos, em vez de simples correções de bugs?

As inovações no mundo do software acontecem com velocidade cada vez maior nos últimos anos, então a tradição da Microsoft de se ater a um cronograma de atualizações a cada três anos pode não ser mais o suficiente. Será esta a última “grande” versão do Windows, antes que a Microsoft decida adotar um sistema de iterações anuais? A resposta tem ramificações importantes para qualquer um que esteja ponderando sobre se o melhor é atualizar para o Windows 8 agora ou esperar.

Quanto o Windows 8 irá custar daqui a seis meses?

Até 31 de Janeiro o upgrade para o Windows 8 Professional, para quem já usa o Windows XP, Vista ou 7, irá custar US$ 40. Mas a Microsoft não disse qual será o preço do upgrade após essa data. Os usuários terão de comprar uma licença “completa”, que estima-se que custará mais de US$ 100, ou será que uma opção mais barata de upgrade continuará disponível?

Quanto o Surface irá custar? E qual sua resolução de tela e autonomia de bateria?

Quatro meses atrás a Microsoft chocou o mundo da tecnologia ao anunciar seus próprios tablets com Windows 8, batizados de Surface. Eles são como nenhum outro já mostrado pelos demais fabricantes, com apoios integrados e protetores de tela magnetizados que também funcionam como teclados ultrafinos. Entretanto, desde o anúncio a Microsoft não tem falado sobre alguns detalhes importantes do produto, como seu preço exato, resolução de tela e qual a autonomia de bateria.

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Um Surface preto, com sua "Type Cover" com teclado mecânico

Quanto ao preço, a empresa disse que a versão Windows RT do Surface (com um processador ARM) terá um preço comparável ao de outros tablets, e que a versão Pro terá um preço comparável aos dos Ultrabooks.

Mas em termos não oficiais, pelo menos uma estimativa do custo das peças sugere que o custo real de um Surface RT é de cerca de US$ 300, enquanto o do Surface Pro poderia chegar a US$ 640. A partir daí dá para ter uma idéia do preço final ao consumidor. mas ninguém sabe qual a margem de lucro que a Microsoft espera conseguir em sua primeira aventura por conta própria no mundo dos tablets.

Para aumentar o mistério há um rumor, reportado pelo Engadget, de que a Microsoft irá vender o Surface RT por apenas US$ 200, oferecendo-o subsidiado em parceria com um serviço por assinatura, como o acesso a uma versão do Office.

Já quanto à tela, a Microsoft disse que o modelo RT terá uma tela “HD”, e que o modelo Pro terá uma tela “Full HD”, mas estes são apenas termos de marketing que não correspondem a especificações reais.Um pouco de bom senso nos sugere que a versão RT terá uma tela de 1366 x 768 pixels (o mínimo absoluto para tirar total proveito da interface do Windows 8), e que o modelo Pro terá uma tela de 1920 x 1080 pixels, mas só a Microsoft pode confirmar estes números.

A versão RT do Surface deve ser lançada em 26 de Outubro, junto com o Windows 8, então este mistério não deve durar para sempre. Ainda assim, o Surface é um produto imensamente aguardado, então quanto mais cedo a Microsoft responder às nossas perguntas, menos ansiosos os entusiastas da tecnologia irão ficar.

Como a Microsoft irá explicar aos consumidores a diferença entre o Windows 8 e Windows RT?

Usuários mais técnicos que acompanharam o desenvolvimento do Windows 8 e Windows RT provavelmente já sabem quais as diferenças entre as duas versões do sistema. O primeiro rodará em tablets e notebooks com processadores de arquitetura x86 (feitos pela Intel e AMD), enquanto o segundo rodará apenas em máquinas com processadores de arquitetura ARM, sem suporte ao software “legado” já escrito para o Windows 7 e versões anteriores, mas que provavelmente serão mais baratas, finas e leves.

O desafio para a equipe de marketing da Microsoft será comunicar de forma clara esta diferença para o usuário comum, que não se importa com a arquitetura do processador e só quer que tudo funcione. No momento, ainda não está claro como a empresa pretende fazer isso.

Quantos apps estarão disponíveis no lançamento?

Até o dia 10 deste mês, a Windows Store nos EUA contava com cerca de 2.400 apps. É certamente menos do que a meta de “cinco dígitos” que a Microsoft definiu para si mesma, e não sabemos se a situação irá mudar até a data do lançamento. Só o tempo dirá se a Microsoft irá conseguir convencer os desenvolvedores a adotar sua loja e persuadí-los a não continuar apenas no Desktop.

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A loja de aplicativos do Windows 8. 2.400 títulos até agora

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