25 anos do Windows em imagens

(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2010/11/22/25-anos-do-windows-em-imagens)
Preston Galla – Computerworld /USA

Veja como o sistema operacional mais popular no mundo evoluiu ao longo do último quarto de século

Há 25 anos atrás, em 20 de Novembro de 1985, a Microsoft lançava a primeira versão do Windows . Poucas pessoas fora da imprensa especializada ou da indústria de tecnologia notaram o fato. Eventos de lançamento que custam centenas de milhões de dólares ainda estavam a anos de distância.

O que mudou no Windows nos últimos 25 anos? Muito. Neste guia visual, vamos conhecer as várias “caras” do sistema ao longo das últimas décadas e contar o que aconteceu durante cada estágio de seu desenvolvimento.

1985: Windows 1.0

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Imagem cortesia da Microsoft

O Windows nasceu em 1981 como um projeto chamado Interface Manager e sofreu uma série de atrasos até ficar pronto. E quando ele finalmente foi lançado no final de 1985 como Windows 1.0, não chamou muita atenção. Era necessário rodá-lo sobre o DOS (o sistema operacional mais popular na época), havia poucos aplicativos escritos para ele e as janelas na tela não podiam ser sobrepostas, e tinham de ser arranjadas lado a lado.

Ainda assim, o software (que na época não era um sistema operacional propriamente dito) permitia a multitarefa entre aplicativos Windows (mas não entre aplicativos DOS) e, embora poucos tivessem consciência disso na época, se tornou a fundação para o império chamado Microsoft.

O Windows 1.0 vinha com um punhado de aplicativos, incluindo o editor de textos Notepad, um calendário rudimentar e o programa de desenho Paint. Para rodar o software era necessário um PC com o sistema operacional MS-DOS 2.0, 256 KB de memória e uma placa de vídeo. Ele podia ser executado a partir do HD ou de dois disquetes acessados simultâneamente. Ou seja, eram necessários dois drives, e não era possível simplesmente trocar um disco pelo outro quando necessário.

1987: Windows 2.0

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Imagem cortesia da Microsoft

O Windows 2.0 foi lançado dois anos depois da primeira versão, em Novembro de 1987. Entre os novos recursos na versão 2.0 estavam a capacidade de empilhar as janelas dos aplicativos e uso de memória aprimorado. Também era novidade o Dynamic Data Exchange (DDE), que permitia que os aplicativos Windows automaticamente compartilhassem e atualizassem informações. Por exemplo, o DDE permitia que a informação em uma planilha do Excel fosse automaticamente atualizada sempre que ela fosse modificada em uma segunda planilha.

O Windows 2.0 também exigia mais do PC: precisava de 512 KB ou mais de RAM e exigia o MS-DOS 3.0. Uma versão posterior, a 2.11, foi a primeira a exigir a presença de um disco rígido.

Foi na versão 2.0 que começaram a surgir mais aplicativos para o Windows, incluindo o Microsoft Excel e Microsoft Word. O software de editoração Aldus PageMaker, originalmente escrito para rodar no Mac, também ganhou versão para o Windows.

O Windows 2.0 também ficou famoso por outro motivo – em 17 de Março de 1988 a Apple Computer processou a Microsoft, alegando que a aparência e comportamento do sistema operacional do Macintosh era protegida por copyrights, e que o Windows 2.0 os violava. Anos mais tarde, o processo terminou com uma decisão a favor da Microsoft.

1990: Windows 3.0

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Imagem cortesia da Microsoft.

Lançado em 1990, o Windows 3.0 – e seu sucessor, o Windows 3.1 de 1992 – deu os primeiros sinais de que o Windows poderia se tornar o sistema operacional dominante no mundo. A interface foi redesenhada, e embora hoje em dia possa parecer feiosa e desengonçada, na época era amplamente considerada limpa e elegante.

Os ícones foram redesenhados para tirar proveito das 16 cores possíveis com monitores e placas de vídeo no padrão VGA. O gerenciamento de memória foi melhorado e um modo “enhanced” foi adicionado, que aceleravao acesso à memória e permitia que múltiplos programas DOS rodassem simultâneamente em “máquinas virtuais” individuais, cada um em sua janela. O Windows 3.0 também permitia que os aplicativos usassem mais memória RAM do que fisicamente disponível, ao criar uma área de “memória virtual” no disco rígido.

O Windows 3.0 exigia 640 KB de “memória convencional” e 256 KB de “memória extendida”. A versão 3.00a do Windows foi feita com suporte a multimídia, e foi a primeira a possibilitar o uso de CD-ROMs. O Windows 3.0 também foi a primeira versão a incluir o maior destruidor de produtividade da história da informática: o jogo “Paciência”.

O Windows 3.1 trouxe suporte a fontes TrueType, para melhor legibilidade na tela e impressão em alta qualidade, bem como uma tecnologia chamada Object Linking and Embedding (OLE), uma melhoria em relação ao DDE para compartilhamento de dados entre aplicativos. A versão 3.11 também adicionou suporte a redes no padrão dominante da época, NetWare.

1993: Windows NT 3.1

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Imagem cortesia do GUIdebook

O Windows NT 3.1, lançado em Julho de 1993, foi feito para empresas em vez de usuários domésticos e foi projetado para ser mais seguro e estável. Ele usava uma arquitetura de 32-bits em vez dos 16-Bits do Windows 3.0. A 3.1 foi a primeira versão da família NT do sistema: a Microsoft “pulou” os números menores para que a numeração da versão corporativa do sistema se igualasse à do sistema para os consumidores domésticos.

O Windows NT 3.1 exigia um PC com processador 80386, 12 MB de memória RAM (16 MB eram recomendados) e 90 MB de espaço em disco. A família NT teve três outras versões: Windows NT 3.5 em 1994, Windows NT 3.51 em 1995 e Windows NT 4.0 em 1996, antes da Microsoft migrar para uma nomenclatura de versões baseada no ano de lançamento, a partir do Windows 2000.

1995: Windows 95

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Imagem cortesia da Microsoft

Lançado em Agosto de 1995, o Windows 95 combinava o DOS e o Windows em um só pela primeira vez. Em vez de instalar o Windows sobre o DOS, você instalava apenas o Windows 95. Também a primeira versão “doméstica” do Windows a iniciar a migração de uma arquitetura de 16-bits para os 32-bits. Em outras palavras, ele era uma “mistureba” de código de 16 e 32-bits.

O sistema trouxe muitas melhorias na interface, incluindo várias que sobrevivem até hoje, como a barra de tarefas e o menu iniciar. O suporte a nomes de arquivos com mais de oito caracteres (como “Relatório para o Chefe.txt” em vez de “RELCHEFE.TXT”) também fez sua estréia nesta versão.

O Windows 95 era muito mais estável que as versões anteriores e foi a primeira a suportar o padrão Plug and Play da Intel, projetado para facilitar a instalação de hardware e periféricos ao seu PC. A idéia era que o sistema iria reconhecer e instalar automaticamente qualquer periférico conectado. Foi um passo à frente mas nem sempre funcionava, o que levou muitas pessoas a apelidar o sistema de “Plug and Pray” (algo como: “plugue e reze”).

Para rodar o Windows 95 precisava de no mínimo um processador 80386 DX com 4 MB de RAM e 120 MB de espaço em disco, embora tivesse o mesmo desempenho de uma carroça nestas condições. O ideal era um PC com um processador 80486 e 8 MB de RAM, configuração cara e sofisticada para a época.

O Windows 95 também se tornou notório por outra razão – a gigantesca campanha de marketing que acompanhou seu lançamento, que dizem ter custado US$ 300 milhões e inclui a compra dos direitos sobre a música “Start me Up” dos Rolling Stones como canção-tema, o desfraldar de um banner de mais de 90 metros na CN Tower em Toronto, no Canadá, a iluminação do Edifício Empire State com as cores amarela, vermelha e verde e a criação de um vídeo institucional promocional estrelado pelos atores Jennifer Anniston e Matthew Perry, da série de TV Friends.

1198: Windows 98

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Imagem cortesia da Microsoft

Lançado em Junho de 1998, o Windows 98 não foi uma evolução tão grande em relação ao Windows 95 quanto este foi em relação ao Windows 3.1. As mudanças foram incrementais, embora tenha havido algumas novidades significativas.

A mais notável tinha a ver com o suporte à Internet. Pela primeira vez a API Winsock – que adicionava ao Windows o suporte a redes TCP/IP – foi incorporada diretamente ao sistema operacional, em vez de ser instalada separadamente como um add-on. E também foi a primeira vez em que o Internet Explorer foi incluso como parte do sistema operacional, o que eventualmente levou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos a processar a Microsoft por violação da regulamentação antitruste.

O Windows 98 também tinha suporte muito melhor ao padrão USB que o Windows 95. Um recurso chamado Active Desktop foi projetado para entregar conteúdo da web em tempo real no desktop, mas se mostrou instável e foi removido das versões seguintes do Windows.

O Windows 98 exigia um PC com pelo menos um processador 486DX2 de 66 Mhz, 16 MB de RAM (24 MB eram recomendados) e 500 MB de espaço em disco.

2000: Windows 2000

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Imagem cortesia do GUIdebook

Windows 2000, o sucessor do Windows NT 4.0, foi lançado em Fevereiro de 2000. Projetado para uso corporativo em vez de pessoal, estava disponível em múltiplas versões, incluindo várias delas para servidores. Ele levou muitos dos recursos do Windows 98 para a família NT, incluindo o Internet Explorer e Plug and Play. O sistema Windows File Protection, que protegia arquivos importantes do sistema, foi lançado junto com o Encrypting File System, que melhorava a segurança criptografando arquivos automaticamente, e o Active Directory, uma tecnologia corporativa para fornecer serviços de rede e de domínios.

Os requisitos de sistema para o Windows 2000 variavam de acordo com a versão do sistema sendo instalada, para servidores ou para desktops (chamada Windows 2000 Professional). O Windows 2000 Professional exigia pelo menos um processador Pentium de 133 MHz (ou equivalente), 32 MB de RAM (64 MB eram recomendados) e um disco rígido de 2 GB com 650 MB de espaço disponível.

2000: Windows ME

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Imagem cortesia do GUIdebook

O Windows ME (também conhecido como Windows Millenium Edition) foi lançado em Setembro de 2000 e rapidamente se tornou um dos sistemas operacionais mais criticados da Microsoft por causa de problemas de instalação, bugs e incompatibilidades com hardware e software. Críticos afirmam que ele foi lançado apenas para fins de marketing, para dar à Microsoft alguma coisa para vender durante a temporada de fim de ano de 2000.

O Windows ME foi a última versão do Windows baseada na arquitetura do MS-DOS. Durou menos de um ano, até o lançamento do Windows XP. O sistema exigia um PC com um processador Pentium de 150 MHz ou equivalente (um modelo de 300 MHz era recomendado), 32 MB de RAM (64 MB eram recomendados) e 320 MB de espaço livre em disco (2 GB recomendados).

2001: Windows XP

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Lançado em Agosto de 2001, o Windows XP foi uma revolução em vários aspectos. Foi a primeira versão do Windows que não utilizava o DOS como base de sua arquitetura, e o primeiro a ser oferecido em versões de 32 e 64-bits. O XP combinava a versão desktop do seguro e estável Windows NT/2000 com a facilidade de uso das versões do Windows para o consumidor final.

Ele era muito mais estável que as versões anteriores do Windows e tinha uma interface significativamente remodelada que era mais brilhante, colorida e contemporânea. Os rótulos do ícones ganharam sobras, as janelas ficaram mais arredondadas e efeitos visuais como “fade” e menus deslizantes foram adicionados. O Windows XP também trouxe vários novos recursos, incluindo temas para a interface e o recurso de desktop remoto, que permite que um PC seja controlado remotamente através de uma rede doméstica, corporativa ou da internet.

O Windows XP foi lançado em múltiplas versões, entre elas o Windows XP Home Edition e o Windows XP Professional. Mesmo tendo sido lançado nove anos atrás, o Windows XP ainda é a versão do Windows mais usada, e está disponível como opção de “downgrade” para novos PCs que saem de fábrica com o Windows 7 Professional ou Ultimate.

Para rodar o Windows XP era necessário no mínimo um PC com processador Pentium de 233 MHz ou equivalente, 64 MB de RAM e pelo menos 1.5 GB de espaço livre no disco rígido. A configuração recomendada incluia um processador de 300 MHz e 128 MB de RAM.

2006: Windows Vista

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Lançado no final de 2006, o Windows Vista é provavelmente a versão do Windows mais criticada e odiada em todos os tempos. Lançado mais de cinco anos após o Windows XP, o Vista sofria inicialmente com incompatibilidade generalizada de hardware e não rodava em PCs mais antigos.

A interface do Vista era significativamente diferente da interface do XP. Uma das mudanças mais notáveis foi chamada Windows Aero, uma série de melhorias visuais que incluiam janelas transparentes e animações. Também haviam vários outros recursos, incluindo a Windows Sidebar, Desktop Gadgets, a Windows Photo Gallery e busca aprimorada. Algumas pessoas não gostaram da interface “pesada” do Vista, e mesmo os que gostaram nem sempre podiam tê-la: muitos PCs vendidos como “Vista Capable” (“Capazes de roda o Vista) não rodavam a versão completa do sistema operacional, o que levou a processos de consumidores contra a Microsoft.

O Windows Vista estava disponível em seis versões diferentes, mas a maioria dos PCs foi vendida com o Vista Home Premium. O sistema exigia um processador de 32 ou 64-bit e 1 GHz, 1 GB de memória RAM, 15 GB de espaço livre no disco rígido e uma placa de vídeo compatível com o sistema Aero.

2009: Windows 7

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Lançado em Outubro de 2009, o Windows 7 é a versão mais recente do sistema operacional da Microsoft. Muitas pessoas acreditam que ele é o que o Vista deveria ter sido. Ele manteve a interface Aero e outras melhorias que estrearam no Vista, mas em vez de adicionar uma tonelada de novos recursos ao sistema, a Microsoft focou em corrigir as falhas do Vista.

O Windows 7 é geralmente considerado mais estável que seu ancessor, e a maioria dos usuários do Vista que migraram para o novo sistema não experimentou os problemas encontrados durante a atualização do XP para o Vista.

Entre as novidades mais notáveis do Windows 7 estão a barra de ferramentas aprimorada, um menu iniciar levemente redesenhado e um trio de atalhos de navegação conhecidos como Aero Peek, Aero Snap e Aero Shake. Mas alguns recursos do Windows Vista foram removidos, como o Windows Photo Gallery e o Windows Mail.

O Windows 7 vem em múltiplas versões, incluindo o Windows 7 Home Premium, Windows 7 Professional e Windows 7 Ultimate. Para rodar o sistema é necessário um PC com um processador de 32 ou 64-Bit de 1 GHz ou mais rápido, 1 GB de memória RAM, 16 GB de espaço livre no disco rígido (20 GB para a versão de 64-Bit) e uma placa de vídeo compatível com o Aero.

O que vem por aí?

Ninguém, talvez nem a Microsoft, sabe qual forma o Windows irá tomar nos próximos 25 anos, porque não há como prever com tanta antecedência o comportamento da tecnologia. Entretanto, é seguro apostar que o Windows de daqui a 25 anos será radicalmente diferente da versão atual.

De fato, é razoável esperar que o Windows mude mais nos próximos 25 anos do que mudou nos 25 anos anteriores. Isto acontece porque, apesar de todas as mudanças na tecnologia, nas últimas décadas o computador pessoal, seja um desktop ou laptop, foi o principal “dispositivo de computação” das pessoas. Não está claro se isso ainda será verdade nos próximos 25 anos, dada a popularização dos smartphones e o surgimento dos tablets.

Várias questões vem à mente. Como o Windows irá se adaptar ao papel cada vez mais importante dos serviços e computação em nuvem? Será que os sistemas operacionais serão sequer importantes no futuro? Irá o Windows migrar para um modelo modular, com componentes que você pode escolher conforme necessário?

Por enquanto, a Microsoft permanece em silêncio. Nesse meio tempo, poderemos dar nossa primeira espiada no futuro do Windows quando a primeira versão Beta do Windows 8 for lançada, em algum momento do ano que vem.

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