Entenda a linguagem da fotografia

Equipe PC World

DSLR, RAW, Tilt-Shift… a fotografia
tem termos que confundem qualquer um. Conheça seu significado e saiba o
que realmente importa

Ao olhar as especificações técnicas de uma câmera fotográfica
digital, é fácil ficar confuso. Uma câmera que fotografa em RAW é melhor
que uma que fotografa em JPEG? Um modelo que grava em AVCHD é uma boa
opção para fazer filmes? O que é mais útil, uma tela LCD maior ou uma
sensível ao toque? E o que é um cartão SDXC?

Não se desespere. Explicamos a seguir o significado de vários termos
usados no mundo da fotografia e dos principais recursos encontrados nas
câmeras modernas, para você não se perder na hora da compra, nem
desperdiçar dinheiro com recursos dos quais não precisa.

» Leia também: Como escolher uma câmera digital

Megapixels: mais é melhor?

Se o usuário pretende tirar fotos somente para enviá-las por e-mail
para os amigos ou imprimir em tamanho convencional, uma câmera com
praticamente qualquer resolução (medida em megapixels) consegue executar
a tarefa. Mesmo assim, ter mais pixels permite mais flexibilidade: é
possível imprimir imagens com mais nitidez em tamanhos maiores, ou
recortar e imprimir detalhes das fotos com boa qualidade. Atualmente a
maioria das câmeras no mercado oferece uma resolução de no mínimo 10
megapixels, o que muitas vezes é mais do que o suficiente para alguns
usuários.  

5 megapixel são suficientes para impressões nítidas de até 20×25 cm; 8
megapixel são suficientes para fotos de 24x30cm e uma câmera de 10
megapixel pode produzir resultados aceitáveis de até 28x35cm, apesar de
poder perder alguns detalhes. Fotografias produzidas em uma câmera de 13
megapixel ficam boas em impressões de 30x40cm e podem ser “esticadas” a
até 40x50cm se for preciso. Muitas câmeras digitais SLR (single-lens
reflex) excedem os 13 megapixel, o que possibilita que as imagens possam
ser recortadas de maneira criativa sem perder qualidade.

Qualidade de imagem

Mais megapixels não significa automaticamente melhor imagem. Câmeras
com sensores e lentes maiores tiram fotos melhores, independente da
resolução. É por isso que as DSLRs (digital single-lens reflex, as
grandes e pesadas câmeras com lentes intercambiáveis usadas por
profissionais) tiram fotos tão incríveis. Se o usuário não puder testar
os equipamentos antes de decidir qual deseja levar, é importante
verificar as especificações para ver o quão grande é o sensor, além de
checar o tamanho físico da lente na frente da câmera. Se ambos forem
grandes, provavelmente a qualidade de imagem oferecida será boa. 

Tamanho, peso e design

Para alguns usuários, o quanto uma câmera pesa e se ela cabe no bolso
podem ser fatores mais importantes do que a resolução. Câmeras mais
finas são convenientes, mas geralmente têm poucos modos de exposição e
poucos botões, o que dificulta na hora de mudar as configurações para
bater a foto.

Câmeras menores normalmente não têm muitos controles manuais, e o
usuário se torna dependente do modo automático que escolhe
automaticamente os melhores ajustes para a foto. O modo automático
normalmente faz um ótimo trabalho, mas o usuário tem menos controle
sobre a foto, o que pode ser ruim para quem passou da fase de “amador” e
busca imagens mais sofisticadas.

Zoom e estabilização de imagem

Câmeras mais baratas muitas vezes carecem de zoom óptico poderoso,
mas isso está mudando. Entre a nova geração de câmeras de baixo custo
existem algumas de bolso com o chaamdo “megazoom”: são câmeras compactas
com lentes de zoom óptico que pode chegar a 10x ou mais. 

Se for preciso escolher entre uma câmera com mais zoom óptico e outra
com maior resolução, o ideal é pegar o modelo com as lentes zoom mais
poderosas. Assim não será preciso apelar para recortes e ampliação
digital para aproximar um detalhe da imagem, o que inevitavelmente resulta na perda de resolução (e consequentemente nitidez).

Existem câmeras hoje que oferecem zoom de até 30x. Elas são ótimas
para fotografar a natureza ou esportes, mas a não ser que o dispositivo
tenha uma boa estabilização de imagem (procure por uma câmera com
estabilização óptica, às vezes chamada O.I.S.) ou um obturador muito
rápido, será preciso um tripé ou mãos muitos firmes para evitar que as
fotos fiquem borradas ao usar o zoom. O usuário deve experimentar o
autofoco da câmera no zoom máximo: já vimos alguns modelos que focaram
mais devagar no zoom máximo em ambientes com pouca luz. 

Note que nem todas as câmeras megazoom são iguais. Na hora de tirar
uma foto em grupo, por exemplo, os integrantes precisam se apertar para
caber no quadro. Uma lente grande angular pode resolver esse problema,
então preste atenção na numeração da lente: o menor número é a grande
angular, e o maior é a teleobjetiva (zoom).

Se a maioria das suas fotos são paisagens ou com objetos agrupados em
um mesmo quadro, a numeração da grande angular é a mais importante; ela
permite capturar mais partes da cena quando a lente está totalmente
retraída. Uma boa grande angular tem 28mm ou menos; quanto menor o
valor, maior a área da cena que será captada. 

É preciso tomar cuidado com as taxas de zoom anunciadas: muitos
vendedores combinam o zoom óptico (que move as lentes para ampliar o
objeto) com o zoom digital, que simplesmente amplia digitalmente a
imagem. Ignore o zoom digital. O zoom óptico é o que realmente importa,
permitindo que você aproveite toda a resolução da câmera.

Continue lendo para saber sobre modo RAW, foco manual, cartões de memória e bateria

Modo RAW

Por padrão, todas câmeras digitais produzem imagens no formato JPEG.
Com isso os arquivos são menores (e você pode colocar mais fotos no
cartão de memória), mas a compressão JPEG é “lossy”, ou seja, perde-se
qualidade de imagem quando ela é gravada. Para um usuário doméstico a
diferença é mínima, mas os profissionais não podem admitir nenhuma
perda.

É aí que entra o RAW, um formato que simplesmente grava todas as
informações do sensor de imagem em um arquivo sem qualquer forma de
compressão, tratamento ou processamento. O nome vem da palavra em inglês
para “cru”, pois é exatamente isso que acontece. A imagem não foi
processada de nenhuma forma.

Muitas DSLRs e algumas câmeras point-and-shoot mais sofisticadas
permitem fotografar em RAW, o que dá aos usuários muito mais controle
sobre a imagem durante o processo de edição, mas também signitica que o
tamanho dos arquivos será muito maior. Se as fotos forem tiradas em RAW,
certifique que o cartão tem uma boa capacidade de armazenamento para
suportar todos esses dados extras.

Foco manual

Para closes e situações nas quais o foco automático da câmera não dá
conta do recado, o foco manual pode ser a solução. Câmeras mais simples
geralmente omitem essa ferramenta ou só permitem o foco em passos, o que
força o usuário a escolher entre distâncias pré-determinadas. É uma boa
ideia testar o autofoco da câmera antes de comprá-la; alguns
equipamentos têm dificuldade para focar em um ponto no máximo da
teleobjetiva ou macro, o que significa que a fotografia pode não ficar
perfeita. 

Armazenamento

Caso o usuário já tenha um cartão de memória que deseja usar em uma
nova câmera, é importante verificar se ela é compatível. A maioria dos
equipamentos no mercado usam cartões no formato SD (Secure Digital) ou
SDHC (Secure Digital High Capacity). Cartões SDHC são mais caros,
oferecendo capacidades de até 32GB, mas não são compatíveis com câmeras
mais antigas. Há inclusive um novo formato: o SDXC. Os cartões poderão
armazenar até incríveis 2TB de dados, mas eles são ainda mais caros, e
não são compatíveis com equipamentos atuais que usam cartões SD e SDHC. 

Além da capacidade de armazenamento, a velocidade do cartão deve ser
considerada. Cartões SD e SDHC são categorizados em “Classes”, de acordo
com a velocidade de gravação dos dados no cartão. Quanto maior a
Classe, mais rápidamente a informação é escrita. Caso o objetivo seja
gravar vídeo ou usar o modo de disparos múltiplos em alta velocidade,
procure pelo menos por um cartão de Classe 4 ou Classe 6.

Para complicar um pouquinho mais, há mais alguns formatos no mercado.
Algumas câmeras usam pequenos cartões MicroSD ou MicroSDHC (comuns em
celulares) que não são compatíveis com os cartões SD tradicionais, que
são muito maiores.

Câmeras DSLR profissionais usam cartões CompactFlash, os maiores do
mercado. Já algumas câmeras mais antigas da Sony usam cartões
MemoryStick, e os modelos antigos da Olympus usam cartões no formato😄.
Felizmente, máquinas mais recentes de ambas empresas agora suportam os
cartões SD/SDHC.

Bateria

Aqui é comum encontrar dois tipos de câmeras: as que usam pilhas AA
(recarregáveis ou não) e as que usam baterias proprietárias,
desenvolvidas pelo próprio fabricante. Algumas câmeras digitais consomem
a carga rapidamente especialmente se usarem pilhas alcalinas, o que
pode acabar se tornando caro e irritante.

Se sua câmera usa AA, invista em pilhas recarregáveis de boa
procedência e alta capacidade (medida em mAh – miliampéres/hora), pelo
menos 2.600 mAh. Evite marcas desconhecidas e prefira comprar em grandes
lojas para não correr risco de adquirir pilhas falsificadas, que
atualmente inundam o mercado, têm capacidade muito abaixo do indicado e
podem colocar em risco sua segurança e seu equipamento se vazarem ou
explodirem durante a recarga.

A vida útil de uma bateria e o preço da câmera muitas vezes não estão
relacionados. Algumas câmeras baratas têm baterias com ótima autonomia,
enquanto algumas mais caras ficam sem carga muito rápido. De qualquer
maneira, é uma boa idéia comprar baterias extras.

Continue lendo para saber sobre som e vídeo, ajustes de exposição, menus e modos de cena

Som e Vídeo

A maioria das câmeras de hoje é capaz de filmar, e algumas até gravam
vídeos em alta definição (720p ou 1080p). Caso você planeje fazer
muitos vídeos, há alguns fatores que precisam ser considerados. 

Por exemplo: o zoom óptico da câmera pode ser ampliado ou retraído
durante a filmagem? Parece bobagem, mas a vasta maioria das câmeras não
oferece este recurso, o que torna impossível mostrar o detalhe de uma
paisagem e uma visão geral na mesma cena.

Outra questão: e possível usar o autofoco durante a gravação?
Novamente isso é algo que nem toda câmera oferece, e não há nada mais
irritante que mudar de uma bela paisagem para o rosto de uma pessoa e a
câmera não ajustar o foco, deixando o rosto completamente borrado.

Também é necessário verificar se os softwares de edição de vídeo mais
populares suportam o formato no qual a câmera grava. Isso é verdade na
maioria das câmeras, mas o formato AVCHD, usado por muitos modelos,
ainda é incompatível com alguns softwares. Entretanto, arquivos neste
formato podem ser enviados diretamente para o YouTubem sem conversão, o
que resulta em melhor qualidade nos clipes que você compartilhar online.

Caso esteja indeciso entre uma DSLR e uma câmera point-and-shoot
avançada, verifique se a DSLR escolhida grava vídeo. Um número crescente
de DSLRs captura vídeo em alta definição, e os sensores e lentes
maiores significam que a qualidade de vídeo geralmente é espetacular. 

Configurações de exposição

Todas câmeras digitais permitem ao usuário fotografar em um modo
totalmente automático: basta apertar o botão e a foto fica pronta.
Muitos equipamentos oferecem modos que priorizam o diafragma e o
obturador. Neles é possível ajustar o quanto o diafragma vai se abrir e
por quanto tempo o obturador ficará aberto, e a câmera automaticamente
controla as outras variáveis para obter a exposição ideal. 

Tipicamente, o controle do diafragma é utilizado para definir a
profundidade de campo da imagem. Por exemplo, para borrar o fundo de uma
foto enquanto deixa o primeiro plano nítido. Já o ajuste do obturador
pode ser usado para capturar com precisão objetos que se movem
rapidamente. No primeiro exemplo, uma câmera que depende exclusivamente
do modo automático tentaria manter tanto o fundo quanto o primeiro plano
focados, e no segundo exemplo provavelmente “borraria” o objeto. 

Geralmente, câmeras que oferecem modos de prioridade também possuem
controle de exposição totalmente manual, no qual ambos os ajustes podem
ser modificados. Esses modos permitem adaptar a câmera a quase todo tipo
de situação.

Menus

Ao avaliar uma câmera, considere o quão fácil é acessar as
configurações básicas como resolução, modo macro, flash, e ajustes de
exposição e se é simples rever as fotos recém-tiradas. Botões em
excesso fazem o usuário gastar tempo demais tentando descobrir o que
cada um deles faz. e menus demais fazem com que muito tempo seja perdido
em busca de uma opção ou comando. 

Modos de cena

Os fabricantes de câmeras tentam atrair possíveis compradores,
particularmente fotógrafos iniciantes, com um grande número de modos de
cena pré-definidos para uma variedade de situações como praia, fogos de
artifício e embaixo d ’água. Entretanto, selecionar os modos menos
comuns geralmente requer uma viagens através dos menus, e muitos cliques
nos botões, ou seja, perda de tempo.

Mas há câmeras que permitem ao usuário atribuir modos de cena
específicos (ou personalizados) a certos botões, facilitando o uso.
Algumas câmeras DSLR geralmente oferecem múltiplas posições no botão de
controle para armazenar configurações personalizadas, e algumas
point-and-shoot permitem ao usuário salvar seus ajustes favoritos como
um novo modo de cena.

Uma ferramenta útil oferecida por muitas câmeras point-and-shoot é a
detecção de faces. Ao encontrar o que imagina ser um rosto, a câmera
tentar otimizar tanto o foco quanto a exposição para que ele saia o mais
nítido possível, evitando aquelas fotos em que tudo, menos o rosto dos
seus amigos na festa, está em foco.

Outras tem reconhecimento de faces, algo um pouco mais avançado. Você
pode dizer para a câmera “este é o rosto da Maria” e, ao encontrar a
Maria em uma cena, a câmera fará o possível para que o rosto dela seja o
mais nítido, mesmo à custa de outras pessoas na foto. 

Também é comum encontrar o “modo sorriso”, que tira automaticamente a
foto quando a pessoa em frente à lente sorri. Isso é ótimo para
fotografar bebês, ou pessoas que costumam sair com uma cara mal-humorada
nas fotos. A “detecção de piscada” é similar: a câmera só bate a foto
depois da pessoa piscar, evitando que ela saia de olhos fechados.

Continue lendo para saber sobre truques extras, LCD, estabilização de imagem e wireless

Truques extras

Com a guerra de megapixels oficialmente terminada, os fabricantes de
câmeras agora concentram seus esforços em formas de diferenciar os
produtos dos demais. Alguns recursos integrados à câmera já valem o
preço da compra sozinhos, e isso varia de acordo com a marca.

Por exemplo, a Casio tem um modo de captura de alta velocidade em
muitas de suas câmeras que tira até 60 fotos por segundo. Enquanto a
Nikon tem uma câmera  com um projetor embutido, a Sony tem um modo
“Sweep Panorama” que permite criar instantâneamente fotos panorâmicas
quando o usuário aperta o botão e move a câmera de uma lado para o outro
da cena.

Tanto Olympus quanto Canon possuem modos de cena que fazem objetos
grandes parecerem miniaturas (conhecido como tilt-shift) e outros
fabricantes têm modelos que incluem alguns gigabytes de memória flash.
Quando se trata de câmeras, não tenha medo de mergulhar nos detalhes;
pode ser que haja uma função bacana escondida no meio das especificações
que por si só pode valer a compra.

Balanço de branco

Quase todas câmeras digitais permitem ao usuário ajustar o balanço de
branco. Essa configuração diz ao equipamento quais elementos em uma
foto devem ficar brancos, e por consequência quais devem parecer pretos e
como todo o resto deve ser.

Caso o usuário seja muito meticuloso ou preocupado com a precisão da
cor, o  recomendado é procurar por um modo de calibração manual: em vez
da câmera decidir automaticamente o que é branco, o usuário diz isso a
ela, mirando a lente em um objeto como uma folha de papel e apertando um
botão.

LCD e Visor (viewfinder)

Todas câmeras digitais têm uma tela LCD; elas podem de variar de
tamanho entre 1.8 até 3.5 polegadas. Tamanhos menores limitam a
visualização das fotos recém-tiradas. Um bom LCD é essencial para saber
se a foto saiu como planejado e se a exposição está correta.

Alguns modelos novos possuem telas LCDs sensíveis ao toque que
permitem ao usuário tocar em uma parte da cena para ajustar o foco e
facilitam a navegação pelos menus. Caso escolha um modelo com LCD
touch-screen, é importante checar se a tela possui uma boa resposta (ou
seja, se reage rapidamente ao toque) e ficar atento a fatores como
marcas de dedo, por exemplo. 

A qualidade do LCD varia muito: muitos ficam “lavados” sob a luz do
sol ou granulados em ambientes com pouca luz. Em outros casos, as cores
pode se distorcer se a câmera for inclinada. Se por possível, teste o
equipamento ao ar livre antes de comprar.

Há modelos com um visor (viewfinder), que é útil na hora de enquadrar
as fotos em dias muito ensolarados e ajuda a economizar bateria (se
você desligar o LCD e usar só o visor). Talvez a melhor maneira de
garantir uma boa exposição da imagem seja observar o histograma da foto
no LCD (se a câmera oferecer essa ferramenta). O histograma é um gráfico
que mostra os pontos com muita luz que ficam estourados ao ponto de
ficarem totalmente brancos, e sombras superexpostas que aparecem
totalmente pretas.

Estabilização de Imagem

Algumas câmeras oferecem um recurso “anti-tremor” chamado de
estabilização de imagem, seja em um modo de foto ou como uma ferramenta
que pode ser ligada ou desligada. Isso é útil ao tirar fotos em
situações em que é difícil conseguir uma imagem nítida, como em
ambientes com pouca luz. Uma desvantagem ao tirar fotos com
estabilização de imagem é que em algumas câmeras não é possível usar
esse recurso combinado com outro modo de cena.

A maioria das point-and-shoot usa software para estabilizar a imagem,
mas câmeras mais avançadas, incluindo SLRs, tendem a aplicar um de dois
métodos: estabilização óptica de imagem, no qual a lente se mexe para
compensar o movimento, ou movimentação do sensor, no qual a posição do
sensor de imagem é ajustada para corrigir o tremor.

Wireless

Usar Wi-Fi para transmitir imagens para o computador, impressora ou
compartilhar em um site pode parecer algo atraente, já que você se livra
da complicação de cabos, docks e leitores de cartão, mas é recomendável
testar esse recurso de antemão: em muitos casos durante nossos reviews o
envio fotos via Wi-Fi não funcionou sem problemas, e no final das
contas a diferença de preço em câmeras com este recurso não valia a
pena. 

Mas você não precisa de uma câmera com Wi-Fi integrado para enviar as
fotos diretamente para o computador ou a internet. Cartões Eye-Fi
permitem fazer isso em qualquer câmera que aceite cartões SD comuns: os
cartões tem, além da memória, uma minúscula “placa Wi-Fi” que faz o
envio das imagens. Há vários modelos, com capacidades que vão de 4 a 8
GB e recursos variados.

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