10 coisas que foram eliminadas ou arruinadas, pela Internet (e 5 que escaparam)

Dan Tynan

Do sexo à Nigéria, passando por
discussões na mesa de bar e Chuck Norris: a internet afetou quase tudo
(exceto Chuck Norris)

Para alguns, a internet é "matadora" – literalmente. Dos jornais e
páginas amarelas à privacidade e contato pessoal, a rede já foi acusada
de assassinar, eviscerar, arruinar e obliterar mais coisas que o
Incrível Hulk. Algumas acusações são mais verdadeiras que outras, mas a
rede com certeza já fez um bom número de vítimas.

A seguir, dez coisas que foram praticamente extintas por ela, e cinco
que ainda sobrevivem

1. Confiança nas enciclopédias

Quando eu era um garoto, se algo estava na Enciclopédia Britânica,
era verdade. Agora — graças à Wikipedia — ter "conhecimento
enciclopédico" sobre determinado tópico não é tão impressionante quando
você leva em conta que há boa chance de que o que você pensa que sabe
foi inventado por um moleque de 12 anos. Depois que um estudo elaborado
em 2005 pela revista birânica Nature mostrou que a Wikipedia e a
Britânica são igualmente imprecisas, a fé nas enciclopédias despencou. A
Britânica atacou o estudo, dizendo que sua metodologia tinha "falhas
mortais", mas era tarde demais.

Também morreu: a confiança em estudos sobre as enciclopédias.

2. Discussões na mesa de bar

Antigamente era possível matar muitas horas, e ainda mais neurônios,
tomando cerveja e discutindo sobre trivia obscura. Quem foi o melhor
jogador, Maradona ou Pelé? Em uma disputa mano-a-mano, quem ganharia:
Robinho ou Garrincha? Agora, sempre que um fato é questionado, alguém
puxa um smartphone e faz uma busca no Google, ou uma consulta ao Wolfram
Alpha, e solta uma análise estatística completa sobre o tema. Qual a
graça disso?

3. Aquela paixão do passado

Não importa qual o estado do seu relacionamento atual, era possível
escapar por alguns minutos sonhando com as paixões que se foram. Em sua
mente, elas continuam tão irresistíveis quando décadas atrás, quando
eram o capitão do time de futebol ou a líder das jogadoras de vôlei. Mas
agora todo mundo está no Facebook. E adivinha só? Se as fotos forem
atuais, estas pessoas estão tão velhas, e gordas, quanto você.

A boa notícia? Talvez você não se importe. Há um motivo para o
Facebook ser apontado como um dos motivos para 20% dos divórcios nos EUA
no ano passado. E tenha cuidado com quem você reencontra: pesquisadores
britânicos notaram um aumento significativo no número de doenças
sexualmente transmissíveis entre a população inglesa graças em parte ao,
dizem eles, aumento no número de encontros arranjados através de redes
sociais.

4. Discussões civilizadas

A prática de "discordar respeitosamente" está praticamente morta,
graças à internet. Falta de educação e ofensas evoluíram para
verdadeiras formas de entretenimento, e sites inteiros são dedicados
apenas a documentar as discussões mais acaloradas, conhecidas como
"flame wars". E embora seja possível encontrar alguns fóruns de
discussão e comunidades que encorajam as boas maneiras e penalizam quem
ofende, estas estão se tornando incrivelmente raras.

Não concorda? Então vai pros comentários que eu vou te quebrar,
palhaço!

5. Ouvir um disco inteiro

Você se lembra de colocar Dark Side of the Moon no toca-discos ou
Graceland no CD Player? Seus filhos não vão se lembrar. Não só a idéia
de música entregue em uma mídia física parecerá totalmente ultrapassado,
como todo o conceito de "álbum" (sem falar em "álbum conceitual")
passará batido por eles. Ao longo da década passada, as vendas de álbums
completos nos EUA, mesmo em versões digitais, caíram 55% para chegar a
apenas US$ 400 milhões em 2009, de acordo com o Nielsen Soundscan.
Durante o mesmo período, as vendas de faixas individuais foram de zero
para quase US$ 1.2 bilhão.

O iTunes da Apple e as redes de compartilhamento de arquivos
destruíram completamente a noção de ouvir mais de uma música de
determinado artista de cada vez. "Pai, como você fazia antes da Apple
inventar o Shuffle? Caramba, como você é velho!"

6. Perícia

Antes da internet, se você quisesse ser considerado um perito em
determinado assunto, precisaria ter experiência e qualificação na área.
Agora tudo o que é preciso é de um blog e uma quantidade suficiente de
cara-de-pau. Por exemplo, em uma pesquisa recente conduzida pela PR
Week, 52% dos blogueiros se consideravam "jornalistas". Talvez porque se
considerar um mero "digitador" não é tão impressionante.

7. A reputação da Nigéria

Houve um tempo em que a Nigéria era uma nação soberana na África cujo
principal produto de exportação era o petróleo. Agora, seu principal
produto parecer ser mensagens de e-mail falsas procurando otários
dispostos a ajudar ex-ministros a roubar milhões de dólares. O nome do
país ficou tão associado a estas mensagens que elas ficaram conhecidas
como "Golpe 419" (419 Scam), por causa da seção do código-penal
nigeriano que violam.

Mas nós temos um meio para consertar a reputação nigeriana. Vamos
divulgá-lo assim que alguém de lá depositar US$ 35 milhões em uma de
nossas contas numeradas na Suíça.

8. Ortografia

Você pode culpar o crescimento das mensages de texto, o Windows Live
Messenger ou mesmo o Twitter pela morte do bom português (e inglês, e
muitos outros idiomas), embora padrões menos rigorosos de qualidade
adotados por blogueiros também tenham sua parcela de culpa. Será que o
último revisor a sair pode "apagá as luiz", ops, "apagar as luzes"?

9. Celebridades

Nos velhos tempos uma pessoa precisaria ser muito bonita ou talentosa
para ser famosa. Agora, graças aos "reality shows", vídeos virais e
redes sociais, quão mais gorda e imbecil ela for, melhores as chances de
se tornar conhecida; Por exemplo, seus últimos 17 filmes podem ter sido
uma droga (Kevin Smith, estamos falando com você), mas se você tem mais
de 1.6 milhões de seguidores no Twitter, quem se importa? De fato, a
batalha do rotundo diretor com a American Airlines após ele ter sido
retirado de um vôo por ser gordo demais com certeza foi melhor que
filmes como "Cop Out".

10. Sexo

Era algo misterioso e excitante. Para ver dois estranhos em pleno
ato, era preciso ir a um cinema pornô ou se tornar um Voyeur. Agora a
pornografia está em toda a parte, e novos vídeos de sexo com
"celebridades" aparecem na rede a cada poucas semanas (felizmente,
nenhum deles com o Kevin Smith). Qualquer um que tenha visto mais do que
cinco minutos de "1 Night in Paris" está mais familiarizado com a
anatomia da Srta. Hilton do que o ginecologista dela. Sim, sexo é cada
vez mais abundante, graças à internet. Mas sabem o que ele não é mais?
Sexy.

Cinco coisas que a internet não matou ou arruinou

1. Fé cega

Era de se esperar que a implosão das .com tivesse ensinado alguma
coisa às pessoas. Mas estávamos errados. A fé cega nas novas tecnologias
se mudou para as mídias sociais, e ultimamente anda junto com o iPad,
da Apple. "Vai mudar sua vida!". Claro….

2. A confiança na "sabedoria das multidões"

Só não sabemos ainda o porquê. Qualquer um que já tenha usado sites
como o Digg, Reddit ou mesmo Google sabe que as coisas mais populares na
Internet são raramente as melhores. No final das contas, as multidões
não são melhores que os indivíduos. São só mais barulhentas.

3. Lojas "de verdade"

As boas e velhas lojas "de verdade" ainda estão conosco, apesar dos
esforços da Amazon, Buy.com e similares.

4. Disfarces

A internet permite que as pessoas se reinventem de formas que nunca
seriam possíveis no mundo real. Você pode ser um gordo de 40 anos que
não consegue mais ver os dedões do próprio pé há uma década, mas seu
avatar no Second Life é um garotão sarado. Com pele azul e um rabo.

5. Chuck Norris

Só Chuck Norris é poderoso o suficiente para matar Chuck Norris, e
ainda assim ele se replicaria automaticamente.

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