Criando ou aumentando a memória virtual (SWAP) no Linux

Autor: Douglas Ritter <dttr at terra.com.br>

Introdução

A memória é um dos fatores fundamentais para se ter um computador. Ela
é responsável em armazenar todas as saídas do processador. Tudo que
está rodando em seu computador e qualquer determinado tempo "X" está
armazenado na memória. Às vezes necessitamos usar programas que exigem
muito processamento e logo usarão muita memória, como por exemplo:
  • Ripar um filme
  • Compactar dados
  • Trabalhar com fotos…

Se nesse momento não tivermos uma boa quantidade de memória, poderemos
não conseguir fazer determinada tarefa ou obter erros, bem como ter uma
máquina lenta no processo. Para dar uma ajuda existe o que chamamos de
memória virtual.

Como funciona?

Sua teoria é simples: É criado um arquivo em algum dispositivo
de armazenamento (HD, pendrive..) de tamanho "X" e o sistema passa a
reconhecer esse tamanho X também como parte da memória.

Tem desvantagem?

Sim, a velocidade! Memórias fazem muitos megabytes por segundo,
enquanto a memória virtual estará presa à velocidade do dispositivo a
qual está hospedado o arquivo, assim sendo, se o dispositivo for muito
lento, poderá ocorrer notável queda do desempenho da máquina. Mas não é
nada que com paciência não se vença.😉

Criando uma partição SWAP

Caso deseje criar uma partição e que ela seja exclusiva para memória virtual, siga o procedimento abaixo.

Aqui usaremos o fdisk como programa de particionamento e
consideraremos que você possui espaço da tabela de partições para criar
uma partição.

LEMBRANDO: Você pode ter 4 partições primárias ou 3 partições primárias e uma lógica. Estando como superusuário, digite:

# fdisk /dev/x (onde x é o valor do dispositivo no Linux, ex.: hda, hdb. sda. sdc, …)

Pressione a letra "n" (para entrar na opção de criar partições).

Escolha o número da partição (1-4).

Digite em qual parte do HD ela deve começar (simplesmente confirme a opção sugerida, caso não saiba o que é isso).

Digite o tamanho que deseja para partição, por exemplo: para 50 megas, digite +50M ou para 1 giga, digite +1G.

E pronto, ela estará criada! Agora precisamos mudá-la para SWAP, para isso:

Tecle "t" (na tela inicial do programa)

Digite o número dado a partição antes de criá-la (1-4 para primárias; 5-n para lógicas).

Apague o valor que aparecer e digite o número 82.

Pronto! Agora basta salvar a tabela de partições digitando a letra "w".

Resta formatá-la como SWAP e ativá-la, para isso:

mkswap /dev/xy

Onde x é o valor do dispositivo e y a partição. Por exemplo, se for sda4, digite:

# mkswap /dev/sda4

E depois:

# swapon /dev/sda4 (seguido do exemplo anterior. Use o valor da partição do seu caso)

Está criada, pronta e em uso sua partição SWAP!

CURIOSIDADE: Nesse caso na maior parte das distribuições ela será reconhecida imediatamente no processo de abertura do SO.

Como fazer um arquivo de SWAP

Agora demonstrarei como fazer uma memória virtual no Linux, que nesse sistema também é muito conhecida como SWAP.

Primeiro passo: obter poderes de superusuário! Mais de 90% dos
procedimentos exigirá superusuário, por isso é importante que você
tenha permissão para tal. Lembrando que se sua distribuição trabalhar
com o programa sudo, aí é o mesmo de sempre, digitá-lo antes de cada
comando e em alguns casos colocar sua senha da conta.

$ sudo nome-do-comando

Segundo passo: criar um arquivo com o tamanho desejado e no local desejado:

# dd if=/dev/zero of=x/file.swp bs=1M count=y

Onde:

  • "x" é o caminho destino para o arquivo. Por exemplo: para colocar o arquivo file.swp na pasta /tmp, digite of=/tmp/file.swp;
  • "file.swp" é o nome do arquivo. Qualquer nome serve (com ou sem extensão), mas aconselho a manter esse.
  • "y" o tamanho em megabytes que desejamos para nossa memória virtual. Se quiser 800 megas, digite o número 800.

NOTA AOS ENTENDIDOS: O programa dd armazena a quantidade
de dados declarados em BS na memória. Se a pessoa está pensando em
criar uma SWAP, pode ser que sim, pode ser que não, mas devemos
considerar que ela pode estar com pouca memória, por isso já usei um
valor pequeno e usei o count para trabalhar como variável.

Terceiro passo: uma vez criado o arquivo devemos torná-lo um arquivo de SWAP. Para isso digitemos:

# mkswap /x/nomedoarquivo

Onde:

  • "x" é novamente o caminho onde está o arquivo;
  • "nomedoarquivo" é obviamente o nome dado ao arquivo quando criado.

Quarto e último passo:

# swapon /x/nomedoarquivo

Onde:

  • "x" é novamente o caminho onde está o arquivo;
  • "nomedoarquivo" é obviamente o nome dado ao arquivo quando criado.


http://www.vivaolinux.com.br/artigo/Criando-ou-aumentando-a-memoria-virtual-(SWAP)-no-Linux

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