Cuidados a tomar quando for preciso trocar a placa-mãe do PC

Monica Campi, da PC World*
*com a colaboração de René Ribeiro

Saiba que motivos podem exigir a substituição da motherboard, como escolher uma nova e cuidados no manuseio dos componentes.

Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

placa-mae-150.jpgSem
entrarmos no mérito da verdadeira função do processador em um
computador, podemos dizer que  placa-mãe é o principal componente de um
PC.

Ela responsável. é a por interconectar todos os demais componentes e
deve ser capaz de fazer isso harmoniosamente. E apesar desse papel de
destaque, este componente raramente precisa ser trocado. Mas
eventualidades acontecem e ela pode queimar.

Isso pode ocorrer principalmente com os reguladores de tensão e
capacitores que ficam próximos do conector de alimentação da
motherboard, pois recebem diretamente a tensão da fonte tendo uma maior
probabilidade de queimar. Mas isso é raro e só costuma ocorrer no caso
de componentes de baixa qualidade.

Quando o PC pifa, identificar o item problemático não é tarefa
fácil. Pode ser um componente qualquer, como a CPU ou ventoinha, ou
mesmo a placa-mão. Falha em qualquer deles pode fazer o equipamento
travar ou não carregar o sistema operacional. Nessa situação, o melhor
a fazer é levá-lo para uma assistência técnica para saber o que está
errado com ele.

Outro cenário seria substituir a placa por uma mais robusta,
que aceite uma nova CPU, mais memória ou placas de vídeos. Esse tipo de
upgrade só é aconselhável para aqueles que realmente necessitam, sem
contar que o auxílio de um técnico é mais do que indicado, pois não se
trata apenas de retirar a placa e substituir por outra.

Componentes
Escolher uma nova placa requer muitos
cuidados, em especial a compatibilidade de  três componentes
fundamentais: processador, memória e placa de vídeo (caso possua uma).

O ideal, em caso de queima da motherboard, seria procurar uma placa
igual ou semelhante. “É primordial encontrar uma placa que possa
reaproveitar principalmente o processador, mesmo sendo antigo já que
ele é um dos componentes mais caros de todo o hardware”, afirma Marcelo
Martins, diretor da MSI Computer no Brasil.

Como a CPU é a peça mais importante nessa troca, é necessário checar
se há suporte para ela na nova placa. Isso porque a arquitetura de
construção das placas-mãe é diferente de uma marca para a outra.

placa-topview.jpg

Detalhe dos conectores (rede, áudio, USB,
etc), localizados na parte traseira da placa-mãe; dependendo da placa,
é possível aumentar a quantidade de conectores

Ou seja, uma placa desenvolvida para processadores da Intel, não irá
aceitar um componente da AMD ou da VIA. Outro detalhe a se considerar é
a tensão do processador. Vale conferir no site de fabricantes de
placas-mãe, como a MSI, Gigabyte, ECS e Asus, e checar exatamente os tipos e modelos dos componentes que as placas suportam.

Mas esse cuidado não vale apenas para a CPU. A memória RAM
também merece atenção. Antes de comprar uma placa nova é preciso checar
o tipo de memória que você possui (DDR2, DDR3), a menos que queira
atualizar todos os componentes da placa.

Softwares
Alguns aplicativos disponíveis na internet
ajudam a obter as informações sobre o seu sistema, caso seu problema
não seja uma placa-mãe queimada, claro. Mais simples que navegar pelo
BIOS, esses programas informam até dados do seu monitor.

Quase todos estão disponíveis em versões gratuitas, embora alguns
tenham limitações nesta versão.O melhor é usar pelo menos dois deles,
para comparar os resultados obtidos e também assegurar-se de ter todas
as informações em mãos.

O Everest e o Sandra são um dos mais conhecidos e possuem versões Pro. PC Wizard, HWInfo 32 e System Information
também são ótimos aplicativos que trazem informações como modelo,
frequência do processador, da memória RAM, quantidade de memória cache,
modelo do monitor, modelo e velocidade do HD e todas as informações do
seu sistema que serão necessárias para a escolha da nova placa-mãe.

Tipos de placas-mãe
Mas se a sua opção for fazer um
upgrade em sua placa, saiba que existem muitos tipos no mercado,
divididas em três categorias: placas de entrada, middle e high-end. A
diferença principal entre elas fica no tipo de chip gráfico disponível. As de entrada já possuem chip gráfico onboard e tem um desempenho mais modesto, aceitando em  geral dois pentes de memória.

As placas middle-end não possuem chip gráfico onboard, mas aceitam
até uma placa aceleradora gráfica mais potente que rode alguns jogos e
tem um desempenho gráfico melhor que as placas de entrada.

placa_450.jpg

Vista geral de uma placa-mãe de alta
performance: parte amarela redonda é o soquete para o processador; em
amarelo e vermelho, suportes para até 4 pentes de memória; e em preto,
no alto à esquerda, suporte para até três placas aceleradoras gráficas

Já as placas high-end são mais poderosas, voltadas a quem realmente
precisa de muito desempenho. Elas não possuem chip gráfico onboard, mas
aceitam mais de uma placa aceleradora gráfica – há modelos que suportam
até quatro placas -, oferecem opção de cross fire (para combinar a
performance das GPUs), alto desempenho e ainda possibilidade de realizar overclock.

Verificar se a placa escolhida irá encaixar nos moldes do seu gabinete.
A menos que tenha conhecimentos profissionais, é altamente recomendado
que peça ajuda a um técnico. Caso contrário pode acabar com uma placa
que não cabe no gabinete. Cheque  também se a posição dos conectores de
rede, USB e saída de som são compatíveis com os respectivos recortes do
gabinete que se tem.

Cuidados a tomar
Antes de trocar sua placa por uma nova é
preciso ter alguns cuidados básicos. Assegure-se de estar aterrado,
para evitar que a energia estática danifica a CPU.

O encaixe da placa-mãe no gabinete merece atenção, para evitar que
os pinos do circuito da placa (localizados na parte de baixo) toque
partes metálicas, causando curto-circuitos.

placa-process_580.jpg

Detalhe da ventoinha e do dissipador, que ficam acima do processador. À esquerda (em azul) pentes de memória RAM.

O processador e a memória precisam de cuidados para serem
manuseados. O processador deve encaixar embaixo de uma peça formada por
uma ventoinha e um dissipador.

Para ajudar na transferência de calor é indicado utilizar uma pasta
térmica sobre o processador evitando que aqueça mais. Uma boa camada
dessa pasta sobre o processador e encaixando a peça com o dissipador
por cima, cria-se quase uma base isolante térmica importante.

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