Conheça as diferenças entre os diversos tipos de mídias graváveis

Fernando Petracioli, especial para PC World

Em parte evolução natural da tecnologia, os diversos tipos de mídias devem ser usados para o que foram criadas: guardar dados.

Reportagem feita a partir de dúvida de leitor; saiba mais

midia_150CD-R,
DVD+R, RW, Blu-ray… você reconhece os nomes referentes às mídias em
discos ópticos? Sabe para quê cada uma delas é mais apropriada? E suas
capacidades?

Todas elas, de uma maneira geral, servem para backup (gravação de
dados), mas cada mídia se dá melhor em algumas situações e, claro,
apresentam algumas peculiaridades. Vamos a elas.

CD
Como muita gente sabe, é a sigla para Compact Disc.
Esse tipo de mídia armazena até 700 MB de dados, ou 80 minutos de
música. Assim, é indicado para a gravação de arquivos de áudio, no
formato wav, que pode ser reproduzidos por qualquer aparelho de som. É
possível também usar o formato mp3, até 10 vezes menor, mas você
precisa checar se seu player (do carro ou mesmo da sala de casa) é
capaz de reproduzir esse formato de arquivo.

CDs não são indicados para gravação de vídeo, pois sua capacidade de
armazenamento não é apropriada para isso. Para que um filme caiba em um
Compact Disc, ele teria que perder muita qualidade na sua resolução,
sendo exibido em uma tela muito pequena.

Os CDs-RW são os chamados regraváveis. Isso porque têm a capacidade
de, após gravados, serem apagados e novamente preenchidos com outros
dados. Mas isso tem um limite: em média, cada CD-RW agüenta mil ciclos
de regravação.

Os mini-CDs são uma alternativa para quem acha muito os 12
centímetros de diâmetro do CD convencional. Com apenas 8 cm, essa
mídias oferecem menos capacidade de armazenamento: 200 MB.

DVD
Como o próprio significado da abreviação deixa claro,
um Digital Vídeo Disc tem uma finalidade muito mais voltada para
filmes. Comparado ao CD, oferece uma capacidade significativamente
maior em relação: 4,7 GB, o equivalente a 120 minutos na resolução de
500 linhas horizontais.

Evidentemente, essa capacidade em minutos vai variar de acordo com a
qualidade do vídeo. E, para filmes que não cabem num DVD comum, existe
o Dual layer, disco que possui duas camadas para gravação, que resulta
em 8,7 GB de capacidade – quase o dobro. Os DVDs de camada dupla, além
de serem indicados para longas-metragens, também são usados para games,
como é o caso do X-Box 360.

Uma versão mini também está disponível para os DVDs. E, da mesma
forma que os CDs, sua capacidade é limitada: 1,4 GB, ou cerca de 30
minutos de filme na mesma resolução.

Também os DVDs oferecem discos regraváveis. Os DVDs-RW funcionam da
mesmo forma que seus equivalentes nos CDs, ou seja, agüentam
aproximadamente mil ciclos de regravações.

Um aspecto que você não deve deixar passar batido: os DVDs, sejam
graváveis ou regraváveis, podem apresentar o sinal de + ou de – em sua
sigla (DVD-R, DVD+R, DVD-RW, DVD+RW). Apesar de os discos não
apresentarem grandes diferenças técnicas entre si, fique atento para
esse detalhe, pois gravadores + só gravam discos + e vice-versa. No
entanto, há aparelhos que gravam os dois tipos de mídia (±).

Blu-ray
O disco Blu-ray, formato de alta definição desenvolvido pela Sony – que venceu a batalha contra o padrão HD-DVD, da Toshiba – é para alguns o futuro substituto para o DVD.

O blu-ray disponibiliza uma capacidade de armazenamento grande o
suficiente para conter filmes em alta resolução. São 25 GB de espaço.
E, mesmo assim, ainda existe o padrão dual-layer para o blu-ray, que
leva tal capacidade a incríveis 50 GB.

Com esse potencial, um disco blu-ray pode armazenar cerca de quatro
horas de vídeo em alta de resolução. Mas não vacile: é claro que para
usufruir de toda essa qualidade, você também vai precisar de uma TV
high-definition.

Além dos já citados longas-metragens em HD, o blu-ray também é usado
em games: todos os jogos de PlayStation 3 utilizam esse padrão.

Mas há quem questione se o blu-ray veio mesmo pra ficar e – mais
ainda – se substituirá o DVD. A opinião é de Danilo Angi, coordenador
de produtos da Multilaser.

Segundo ele, as velocidades cada vez maiores de conexão à internet
tornam a web uma alternativa à aquisição física de filmes gravados em
discos. Ainda segundo ele, o barateamento das memórias Flash também faz
de dispositivos como pendrives alternativas a esse tipo mais
tradicional de mídia.
Além disso, uma pesquisa do instituto americano ABI Research
relatou que, se não fosse pela adoção por parte do PlayStation 3
(fabricado pela própria Sony, diga-se de passagem), o formato blu-ray
estaria passando por dificuldades de mercado.

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