Rivais do Youtube – analisamos os melhores

Por Redação da PC World
11/01/2008

Sites de vídeo oferecem imagens de boa qualidade e chegam a superar o popular serviço do Google; comparamos os dez serviços mais populares

rivais_youtube_150O YouTube – agora propriedade do Google – pode ser ainda o gigante dos sites de compartilhamento de vídeos, mas um número considerável de rivais – alguns simples clones, outros mais atraentes – está incomodando sua supremacia. Reduzimos uma lista inicial de 50 serviços concorrentes para 17 sites de alto nível. Testamos todos para determinar qual é o melhor serviço para compartilhar seus vídeos na internet.

A qualidade e a funcionalidade do Blip.tv nos levaram a escolhê-lo como a melhor opção, porém, cada site tem vantagens específicas. A qualidade do vídeo e o design do player são os itens de comparação mais importantes. Para a nossa classificação, também levamos em conta as políticas de divisão dos lucros de publicidade, o tamanho potencial da audiência e o processo completo para carregar o arquivo – incluindo a intromissão de anúncios, marcas d’água ou outros elementos que não sejam inerentes ao vídeo. Além disso, consideramos os recursos para comunidades online, a capacidade de tornar o acesso ao vídeo privado e outras características.

Todos os serviços que testamos – nosso TOP 10, mais o AOL Video Beta, o Crackle (anteriormente Grouper), o Dailymotion, o Facebook, o Google Vídeo, o Metacafe e o Yahoo Video – afirmam que você pode carregar vídeos de vários tipos, mas o único formato que suporta todas as plataformas é o Quicktime. A maioria dos sites não limita a duração do vídeo nem quantos você pode carregar, mas vários restringem o tamanho dos arquivos a 100 MB. Consequentemente, usamos um arquivo padrão de QuickTime com 1 minuto de duração e 95,5 MB para testar os sites.

Qualidade do vídeo

O Blip.tv chama atenção nesse item, pois permite que o usuário assista e faça o download do vídeo original em arquivo de alta qualidade. A compressão do DivX Stage 6 também é satisfatória. A maioria dos serviços que testamos converte os uploads para formato Flash 8 – interessante, mas não excepcional –, que usa o codec On2 VP6. Outros, como o YouTube, ainda usam o formato de qualidade inferior, Flash 7, que se vale do antigo Sorensen Spark codec. Além de capacitar o usuário a assistir ou baixar o arquivo original de alta qualidade, o
Blip.tv permite que você faça vídeos ideais para serem vistos no iPod e em celulares.

O oitavo colocado, o Vimeo, também deixa os usuários baixarem – mas não assistirem em sistema de streaming – o arquivo original de alta qualidade; e o DivX Stage6 (segundo colocado) deixa os espectadores fazerem o streaming e baixarem os arquivos originais, mas com algumas falhas. Como era de se esperar, desde que começou a funcionar com o formato DivX, o Stage6 exige que você converta o vídeo para esse formato, antes de carregá-lo. Pelo menos, o site tem link para um software de conversão grátis e fácil de ser baixado (Dr. DivX).

O jogo da fama

Se você quer que o seu vídeo seja assistido pelo maior número de pessoas possível, então precisa se unir aos mais populares. Na Coréia do Sul, por exemplo, isso significaria usar o Cyworld, enquanto na França seria provavelmente o Dailymotion. O resto de nós usa o YouTube. Até existe uma alternativa: tentar usar o MySpace ou o Google Video, embora o Google coloque os melhores conteúdos no YouTube.

Para fazer dinheiro

Você é um produtor independente interessado em ganhar dinheiro? Blip.tv, Brightcove, Metacafe, Revver e Veoh prometem dividir o lucro de publicidade com você – metade para cada um. Gostamos especialmente de uma ferramenta do Revver, com a qual o internauta ganha 20% dos lucros dos vídeos que compartilha (na sua página do Revver ou no seu blog pessoal), mesmo se os vídeos não forem seus; os 80% restantes são divididos igualmente entre o criador do vídeo e o Revver.

Uploads em celulares

O Blip.tv e o Jumpcut deixam você carregar vídeos gravados pela câmera do seu celular. Basta anexar o vídeo a um e-mail. Já o YouTube usa a ferramenta de MMS. Entretanto, em testes anteriores, com um smartphone Palm Treo 750, não conseguimos carregar vídeos com mais de cinco segundos de duração com a resolução máxima do telefone, porque o serviço limitava os arquivos transferidos via MMS em 350 KB. Nos Estados Unidos, a Verizon limita essas transmissões em 350 MB e a Sprint em 15 segundos.

Pense antes do link

A maioria dos players que avaliamos retorna ao link dos seus websites de origem, de algum jeito. Essa condição aumenta a possibilidade de aparecer, por acaso, comentários ou publicidade considerados inapropriados por algumas pessoas. Muitos sites têm "filtros para a família", mas ainda assim vale a pena checar o que está emoldurando o seu vídeo, antes de sair mandando inúmeros e-mails com o link para amigos, familiares e colegas de trabalho.

Proteja direitos autorais

Leia com bastante atenção as condições e regras do site antes de carregar seus vídeos. A maioria dos serviços que observamos tem informações importantes escritas em baixo dos botões OK. Algumas delas dão permissão ao site para distribuir o seu vídeo ou vender publicidade relacionada a ele, entre outras coisas. Normalmente, existem termos básicos para você ter controle sobre os direitos autorais e poder remover um vídeo quando quiser.

Os sites costumam informar aos visitantes que seu vídeo é um trabalho protegido – não de domínio público. Alguns, como o Blip.tv e o Revver, permitem que você use licenças Creative Commons (
creativecommons.org), com as quais você pode restringir o uso do vídeo comercialmente e liberar alterações ou a reutilização do vídeo em condições específicas.

Youtube compartilha os vídeos, mas os rendimentos…

Surpreendentemente, os programas de remuneração do YouTube e do Google Vídeo não são acessíveis ao usuário comum. O Programa de Parceria do YouTube é limitado às grandes empresas ou a indivíduos escolhidos a dedo, enquanto o Google quer produtores com no mínimo
1.000 horas de vídeo prontas – para as ofertas diárias de downloads.

Em contrapartida, o Brightcove deixa você criar downloads pagos e vendê-los na loja de vídeos da America OnLine (AOL); o Veoh tem um sistema parecido. Ambos oferecem 70% dos lucros. Esses serviços também têm programas em sistema de syndication: ou você ou o site mantêm relações comercias com outros sites interessados em usar o conteúdo dos vídeos.

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