Dez coisas que me fazem usar Linux ao invés de Windows

Autor: Cristóvão Wollieson <cristovao.wollieson at gmail.com>

Introdução

Neste artigo não estou dizendo que Linux é melhor que Windows, nem o contrário, mas apenas especificando elementos que me dão preferência ao sistema que uso. Não estou explanando a mostrar o que acredito que em minha opinião seja elementar em tal questão, já que tudo isso posso resumir em apenas uma frase: "gosto não se discute", mas levantando de forma mais técnica o que me resulta essa preferência.

Parece contraditório mas não é, pense na idéia de Matrix, onde temos a escolha de ver o que sempre vemos, não sabemos de nada e a pilula vermelha, que é somente a verdade, nua e crua. Considero estes 10 pontos a idéia de quem quer conhecer informática e não apenas fingir que é hacker pegando programas prontos para usar.

Meus motivos:

1: O Linux é personalizável

Não que o Windows não seja, mas vamos levantar uma hipótese: no Linux você tem a liberdade de escolher por exemplo o seu gerenciador de janelas de uma forma realmente radical, quer dizer, caso eu queira deixar de usar o Gnome e passar a usar o Fluxbox (o que é realmente radical, já que estou substituindo um Desktop por um Windows Managed), eu posso fazê-lo apenas removendo o pacote do sistema sem sobrecarregá-lo, entretanto no Windows isso não é bem assim, pois por exemplo, se eu quiser usar uma interface igual a do Mac OS X, tenho que instalar um programa a mais que será uma camada acima da interface do Desktop do Windows, o que trará talvez prejuízos futuros, como no caso maior consumo de memória RAM e que ocupará mais espaço do HD.

Uma coisa mais interessante ainda seria querer substituir o bash (aquele famoso console que usamos) pelo digamos True3D* Shell, o que é perfeitamente possível, desta forma adeus aquela tela preta, mas no Windows isso não é possível, pois é gráfico e ponto final (a não ser que alguém consiga fazer uma monstruosa gambiarra).

Aqui abaixo está uma amostra de meu Desktop um pouco alterado na época, pois estava testando o Compiz Fusion.

 

Como podem ver, isso não é base do Linux, já que nada é base do Linux, mas que no Linux se quiser posso tirar tudo e resolver usar o shelFish no lugar do shell ou me livrar do bash e deixar somente o X11, o que deixaria totalmente gráfico igual ao Windows (contudo se tivesse alguma bronca na parte gráfica teria o mesmo problema do Windows, que é reinstale o sistema – ou se quiser use um live cd e resolva na munheca a bronca).

2: É difícil

Isso mesmo, parece até uma crítica (pode até ser), mas quem aqui está livre dos famosos "HOWTOs", nem eu estou livre disso, mesmo usando o Ubuntu (já sempre procuro pegar uma coisa nova ^_^), pois quero sempre testar novos softwares que muitas vezes não estão disponíveis nos repositórios (mesmo que tenha tornado o Linux mais fácil, ele ainda conserva as raízes do Unix), mas isso depende muito, pois se por acaso você só use apenas um editor de texto, um jogo aqui ou ali e ou apenas seja viciado em internet, então o sistema é simples e fácil.

Mas o que quero mesmo é novidade e sempre estar resolvendo problemas (já que isso sempre me estimula a querer pesquisar e resolver os problemas que tenho), e se por acaso o jeito for mesmo compilar o fonte ou alterar alguma coisa que esteja com problemas, isso é possível, já que fica bastante técnico para buscar soluções, além de que com o tempo você consegue domar mais a fera e aos poucos deixá-lo mais Desktop, assim repassar para as outras pessoas e com isso o sistema vai ficando mais simples e fácil, mas depois de um bom trabalho árduo (apesar de que agora o sistema está ficando muito fácil, graças aos esforços de muitos de vários projetos).

3: Você tem que programar

Um outro fator interessante, pode até está errado, mas tenho que admitir, sempre tem algum script que você tem que mexer, quer dizer, aqueles .conf, .sh, entre outros não deixam de ser uma forma de programação e o shell que o diga, pois sempre que quiser agilizar alguma coisa ou corrigir alguma bronca, você vai direto aos scripts e se não sabe programar vais para a pesquisa de todo jeito.

Saber como fazer ou até mesmo pedir ajuda com alguém e ficar curioso com aquilo o que vais estimulá-lo a aprender a programar e até brincar um pouco de ser hacker (eu tenho um vídeo que um cara fez um script em perl e conseguia ter controle do Windows com IIS, vê se pode oO; e olha que o cara estava usando o SuSE para fazer isso), o que pode ser bem interessante, pois quem sabe que você seja que nem aquele médico que resolveu mudar alguma coisa do kernel do Linux para torná-lo mais desktop oO (não vou citar detalhes sobre isso, para quem quiser saber vá lá no Br-Linux para saber sobre esse cara ou então se lembre dos famosos .ck).

O que é perfeitamente normal para quem quer ter controle sobre o sistema e depois quem sabe em menos de algumas semanas já saiba programar em C (o que significa que já consegue entender qualquer linguagem de programação – tirando Haskell por favor – assim já pode-se considerar um programador – olha que legal e nem precisaria fazer curso).

E melhor ainda é que caso seja um modelador com o conhecimento de script que tem pode acrescentar uma funcionalidade interessante para o programa (os usuários de Blender que o diga), além de conhecer algumas linguagens simples e práticas para suas soluções (aprendam Lua por favor, pois é a única linguagem brasileira que é top do mundo).

Mais motivos

4: É quase gratuito

Estou dizendo quase, pois a única coisa a se investir mesmo é hardware (já que existem peças de hardware que não funcionam em Linux (malditos drivers que as empresas não fazem), alguém conhece a NetGate e sua famosa WebCam que não roda de jeito nenhum no Linux (qualquer dia desses eu tento fazer engenharia reversa, agora eu não sei, mas quem sabe dando umas pesquisadas na net eu aprenda), além que devido a mais da metade dos softwares serem Open Source (eu não estou citando somente SL), o que lhe gera uma possibilidade de programação e melhorias a sua necessidade maior (pena que documentação que é bom, nada né -_-!, mas nada que uma boa leitura no código com o gdb não resolva).

Além que não precisa investir em somente licenças e ficar preso a uma única empresa…

5: Vários sabores

Eu deveria citar isso não como um ponto bom, mas o que tem de bom é saber que o sistema é realmente personalizável, pois cada um o faz a sua maneira de pensar, pena que compatibilidade que é bom nada, mas espero que se esteja mais padronizado com o tempo.

6: Eu não gosto muito do Windows

Isso pois já levei a maior bronca da minha vida por ter instalado um programa e o computador ficar quase que inutilizável por um ano (a solução era bem simples formatar o computador e instalar novamente o Windows 98, mas vou ter que admitir, cadê conseguir um cd decente com uma pirate edition decente, além que meu antigo notebook que também tinha Windows 98 era sentimental e tinha vezes que ficava puto comigo e só ficava na tela azul), o que me deixou meio traumatizado, mesmo com XP eu ainda conseguir fazer algumas tragédias e além de ter perdido inúmeras vezes meus documentos importantes, o que me deixava realmente puto.

Resumindo, não tenho sorte com o Windows nem na faculdade, pois parece que o Windows vê que sou chato e resolve me irritar novamente… ~_~!.

7: Eu gosto de explorar ao máximo o sistema

Eu testo, mudo, remudo, altero, faço e refaço sem ter que formatar o sistema; além que gosto do sistema, pois não quero algo fácil, quero é ter controle e domínio; divertido isso, mas acho que não tenho mais motivos, desta forma faço que foi feito durante a criação do mundo e termino no sétimo tópico, pois não tenho dez motivos, mas 7 dos quais este sétimo é a conclusão.

Conclusão

Estes são todos os motivos que tenho ao Linux, sei que ainda tem também os BSDs e sua grande referência em estabilidade, mas prefiro o Linux mesmo, pois não gosto muito da licença BSD, onde você trabalha pesado num código e no final alguém recebe os créditos por pegar seu código e passar para uma licença fechada, por isso acho melhor usar a licença Creative Commons ou mesmo GPL (se bem que aqui no Brasil essa licença não tem o respeito que merece e é melhor usar a Creative Commons que já é reconhecida mundialmente) que são muito usadas no mundo Linux.

Não critico o pessoal dos BSDs, gosto da dedicação que fazem em relação ao contexto acadêmico, mas prefiro usar Linux por causa dessa segurança, já que muitas vezes o pessoal pega os fontes BSDs e fazem GPL ou CC com algumas alterações e melhorias. XD


http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=6995

 

 

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